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A hora de diversificar a renda fixa internacional além do dólar

Lucas Andrade
17 de maio de 2026
O momento é de ampliar horizontes e fortalecer a proteção contra choques fiscais e geopolíticos

Os títulos americanos sempre foram o pilar da renda fixa global, sustentados pela liquidez dos mercados e pelo papel do dólar como principal moeda de reserva. Mas, segundo Marcelo Menusso, Chief Credit Strategist do Banco Itaú International, o cenário atual de incertezas fiscais nos EUA e riscos geopolíticos crescentes abre espaço para uma diversificação mais ampla em ativos fora do dólar.

Hoje, cerca de metade do mercado global de renda fixa já está em moedas diferentes da americana, com destaque para euro, iene, libra e franco suíço, além de participações relevantes de moedas emergentes como o renminbi chinês. Esse universo inclui tanto títulos soberanos quanto corporativos, com setores como financeiro, industrial e telecomunicações entre os mais ativos.

Menusso destaca três fatores centrais para quem busca diversificação cambial: câmbio, juros soberanos e spreads de crédito. O desempenho das moedas pode responder por mais de 50% do retorno em períodos de volatilidade, enquanto os yields variam significativamente entre países — de 0,3% na Suíça a cerca de 5% na Austrália e Reino Unido. Já os spreads de crédito seguem em níveis historicamente baixos, refletindo fundamentos sólidos das empresas e abrindo oportunidades seletivas.

Na visão do Itaú International, a diversificação ex-USD deve ganhar ainda mais relevância como estratégia de resiliência. Portfólios internacionais já incorporam alocações entre 5% e 38% em ativos fora do dólar, com rendimentos que hoje variam de aproximadamente 0,5% a 6,4%, dependendo da moeda e do emissor. Para investidores globais, o momento é de ampliar horizontes e fortalecer a proteção contra choques fiscais e geopolíticos.

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