O Ibovespa fechou em alta de 1,04% nesta quarta-feira (6), aos 134.537 pontos. O dólar caiu 0,77%, cotado a R$ 5,46 no encerramento. No primeiro dia de tarifaço dos produtos brasileiros, o índice nacional teve mais uma sessão de ganhos, apoiado pelos balanços corporativos e a perspectiva de que o Brasil não deve retaliar as taxas de importação impostas pelos Estados Unidos. No cenário doméstico, a tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros entrou em vigor, com exceções para quase 700 produtos listados pela Casa Branca. Na expectativa de negociações com os Estados Unidos, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o plano de contingência para mitigar o impacto do tarifaço incluirá crédito para empresas e aumento de compras governamentais. Ele deve se reunir com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, na próxima semana. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também afirmou que não pretende anunciar tarifas recíprocas em retaliação ao tarifaço e nem desistir das negociações comerciais. Lá fora, as ações da Apple avançaram mais de 5% com possível aumento no investimento na produção. Segundo fontes da Casa Branca à mídia norte-americana, a fabricante de iPhones deve injetar US$ 100 bilhões — o que eleva o investimento total para US$ 600 bilhões nos próximos quatro anos nos EUA. Os investidores também mantiveram as apostas de uma retomada do ciclo de cortes nos juros norte-americanos pelo Federal Reserve em setembro, em temor de uma estagflação nos EUA. As taxas de juros estão na faixa de 4,25% a 4,50% ao ano.
As maiores altas foram da Raia Drogasil (18,67%) e Eternit (13,16%). As baixas, Grupo Toky (-12,4%) e preferenciais da Braskem (-10,78%). Todas as cinco ações mais negociadas apresentaram evolução: Cogna (1,81%), Raia Drogasil (18,67%), Ambev (0,97%), preferenciais do Itaú Unibanco (1,26%) e Banco do Brasil (0,43%). O volume negociado foi de R$ 22,15 bilhões.
