O Ibovespa fechou em leve baixa de 0,52% nesta segunda-feira (22), aos 145.109 pontos. O dólar ficou estável em 0,33%, cotado a R$ 5,33 no encerramento. Com os investidores atentos às novas sanções dos Estados Unidos e à espera de indicadores – depois de uma semana com sucessivos recordes -, o índice nacional concluiu a sessão no vermelho. O pregão foi marcado pelo tombo ações da Cosan, após anúncio de capitalização bilionária com diluição expressiva da base acionária, enquanto Embraer figurou na ponta positiva após divulgar encomenda de aeronaves da Latam. No radar do mercado esteve a notícia de que os EUA decidiram sancionar sob a Lei Magnitsky Viviane Barci de Moraes, esposa de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Também foram impostas sanções ao Lex Instituto de Estudos Jurídicos, uma entidade controlada por Viviane e outros integrantes sua família. Moraes foi o relator do processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no STF por tentativa de golpe de Estado, no qual foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão. Ainda na agenda econômica, as previsões do Boletim Focus mostraram queda na projeção da Selic em 2026, enquanto a expectativa para a inflação está estacionada em 4,83%. Lembrando que a meta da inflação perseguida pelo Banco Central é de 3% para 2025, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Assim, o limite tolerado é de 4,5% ao ano. Por fim, o mercado ainda fica de olho o avanço de pautas importantes no Congresso, como a isenção do Imposto de Renda e a MP do tarifaço. Nos Estados Unidos, dados do Produto Interno Bruto e do índice de gastos com consumo (PCE) atraem os holofotes.
As maiores altas foram da Embraer (4,86%) e Banco Pine (4,35%). As baixas, Cosan (-18,53%) e Revee (-12,67%). Todas as cinco ações mais negociadas apresentaram retração: preferenciais da Gol (-2,81%), Cosan (-18,53%), Raízen (7,75%), B3 (-1,17%) e preferenciais da Azul (-7,35%). O volume negociado foi de R$ 20,61 bilhões.
