O Ibovespa fechou em forte baixa de 2,14% nesta quarta-feira (4), aos 181.708 pontos. O dólar ficou estável, cotado a R$ 5,24 no encerramento. Após renovar recordes na véspera, o índice nacional não conseguiu fôlego para se sustentar no campo positivo devido à pressão do setor bancário. No cenário doméstico, o mercado repercutiu mais uma rodada de pesquisa eleitoral. Dessa vez, a pesquisa Meio/Ideia apontou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avançou nas intenções de voto e agora aparece tecnicamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um cenário de segundo turno das eleições de 2026. O levantamento aponta que Lula tem 45,8% das intenções de voto, contra 41,1% de Flávio Bolsonaro. Ao considerar a margem de erro de 2,5 pontos porcentuais para mais ou para menos, os dois candidatos estão empatados. Os investidores também continuaram a precificar a indicação de Guilherme Mello, atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, ocupar uma diretoria no Banco Central (BC). Em reação, as taxas de Depósito Interfinanceiros (DIs) de curtíssimo e curto prazo ampliaram os ganhos ante o ajuste anterior. Ainda hoje, depois do fechamento, o Itaú divulga os números referentes ao período de setembro a dezembro. A expectativa é de mais um resultado robusto. A combinação de sazonalidade favorável e maior número de dias úteis tende a impulsionar a receita líquida de juros (NII) com clientes, com crescimento estimado de 5% na comparação sequencial. A margem líquida de juros (NIM), por sua vez, deve permanecer estável no período.
As maiores altas foram da Revee (15,08%) e Habitasul (13,81%). As baixas, Wetzel (-24,37%) e Equatorial (-19,12%). Das cinco ações mais negociadas, três apresentaram retração: preferenciais da Gol (0,53%), Cogna (-6,91%), Vale (0,49%), preferenciais da Raízen (-13,27%) e preferenciais do Itaú Unibanco (-3,29%). O volume negociado foi de R$ 36,98 bilhões.
