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Copom e pesos-pesados impedem prejuízo maior na semana

Da redação
19 de dezembro de 2025

O Ibovespa fechou em leve alta de 0,35% nesta sexta-feira (19), aos 158.473 pontos. Na semana, as perdas são de 1,43%. O dólar ficou estável em 0,12%, cotado a R$ 5,52 no encerramento. A valorização da moeda norte-americana perante ao real na semana é de 2,2%. Com a ajuda de pesos pesados como Vale e Petrobras, o índice nacional concluiu o último pregão da semana em campo positivo. O saldo oscilou com investidores de olho nos movimentos de pré-candidatos à Presidência da República em 2026, e pesquisas de intenção de voto dos pretendentes. A média de investidores fugiu de ativos mais arriscados, como a bolsa, após um levantamento apontar vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra nomes da direita, em cenários eleitorais de primeiro e segundo turnos. A melhora de Lula nas pesquisas gera incerteza o porque implicaria em uma política fiscal que minimiza corte de gastos a partir do quarto mandato do petista, na avaliação do mercado. A média dos investidores prefere uma alternância de poder no Planalto em 2026. Além disso, a ata do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) revelou que seus membros são favoráveis a manter a Selic por um período maior de tempo. O mercado avaliou, assim, que há pouco espaço para um corte de juros na primeira reunião do colegiado, em janeiro. Ainda na sessão dessa sexta-feira, os investidores voltaram suas atenções para a aprovação da Lei Orçamentária Anual de 2026. O texto passou em sessão conjunta do Congresso Nacional em votação simbólica, e vai agora à sanção de Lula. A lei prevê um superávit primário para o governo de R$ 34,5 bilhões em 2026, dentro da meta fiscal estabelecida pela União de saldo positivo de R$ 34,3 bilhões nas contas públicas, desconsiderando o pagamento de juros da dívida. Ao mesmo tempo, o texto desconsidera R$ 57 bilhões em despesas obrigatórias.

As maiores altas foram das preferenciais da MRS (62,83%) e MRS (61,78%). As baixas, Infracommerce (-18,95%) e Log (-11,74%). Das cinco ações mais negociadas, três apresentaram retração: preferenciais da Gol (-0,01%), preferenciais da Itaúsa (0,86%), preferenciais da Petrobras (0,36%), preferenciais da Raízen (-1,22%) e Banco do Brasil (-0,69%). O volume negociado foi de R$ 32,29 bilhões.

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