O Ibovespa fechou em leve alta de 1,16% nesta terça-feira (2), aos 174.197 pontos. O dólar caiu 0,22%, cotado a R$ 5,01 no encerramento. Em um movimento sustentado principalmente pela valorização das ações ligadas a commodities, com destaque para Vale e siderúrgicas, o índice nacional conseguiu fôlego para permanecer em campo positivo após abrir a semana no vermelho. O mercado reagiu positivamente à percepção de que as novas tarifas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos terão impacto mais limitado do que o inicialmente temido sobre exportadores brasileiros, favorecendo papéis do setor de mineração e aço. A recuperação também foi apoiada por um movimento técnico de recomposição de posições após a sequência recente de quedas da bolsa brasileira.
No cenário externo, o ambiente de maior apetite por risco contribuiu para o desempenho positivo dos ativos domésticos, com os principais índices de Wall Street operando em alta e investidores monitorando indicadores econômicos sem grandes surpresas negativas. Internamente, a queda do dólar ajudou a melhorar a percepção sobre os ativos brasileiros e favoreceu a entrada de fluxo na renda variável. A combinação entre o avanço das commodities, o cenário internacional mais benigno e a busca por oportunidades após as correções recentes deu sustentação ao pregão positivo na B3.
As maiores altas foram da Revee (17,95%) e Fiset (14,29%). As baixas, Contax Participações (-20,90%) e Wetzel (-19,91%). Das cinco ações mais negociadas, quatro apresentaram evolução: B3 (0,8%), CSN (8,55%), Cosan (0,52%), preferenciais da Itaúsa (1,25%) e preferenciais da Petrobras (-2,08%). O volume negociado foi de R$ 22,26 bilhões.
