O Ibovespa fechou em leve baixa de 0,39% nesta quinta-feira (28), aos 175.063 pontos. O dólar caiu 0,57%, cotado a R$ 5,03 no encerramento. O índice nacional encerrou mais uma sessão no vermelho, ampliando a sequência negativa diante de um ambiente global mais avesso ao risco. Investidores repercutiram sinais de pressão inflacionária nos Estados Unidos e a perspectiva de juros elevados por mais tempo na maior economia do mundo, cenário que fortaleceu o dólar e reduziu o apetite por ativos de mercados emergentes. No exterior, a cautela também foi reforçada pela volatilidade das commodities e pela preocupação com o ritmo de crescimento global, o que pressionou ações ligadas a mineração, petróleo e siderurgia — setores de peso relevante no índice brasileiro. No cenário doméstico, o mercado continuou monitorando os indicadores econômicos e as incertezas em torno da trajetória fiscal brasileira, em meio às dúvidas sobre a sustentabilidade das contas públicas e seus impactos sobre os juros futuros. Dados recentes de inflação e atividade mantiveram a percepção de que o Banco Central deverá seguir cauteloso na condução da política monetária, limitando o espaço para uma redução mais acelerada da Selic. Com isso, investidores reduziram posições em ações mais sensíveis ao ciclo econômico e em papéis de bancos e varejistas.
As maiores altas foram do BRB (13,49%) e Paranapanema (12,5%). As baixas, Oncoclinicas (-25,14%) e preferenciais da Raízen (-16,67%). Das cinco ações mais negociadas, quatro apresentaram retração: preferenciais do Bradesco (-0,6%), preferenciais da Raízen (-16,67%), Cosan (-1,75%), Minerva (2,06%) e preferenciais da Petrobras (-0,72%). O volume negociado foi de R$ 21,20 bilhões.
