O Ibovespa fechou em leve alta de 0,45% nesta sexta-feira (6), aos 182.949 pontos. Na semana, os ganhos são de 0,87%. O dólar caiu 0,64%, cotado a R$ 5,22 no encerramento. A desvalorização da moeda norte-americana perante ao real na semana é de 0,52%. Em meio à digestão de balanços corporativos, o índice nacional se manteve por mais um pregão no azul, com os investidores de olho em Guilherme Mello, indicado por Fernando Haddad, ministro da Fazenda, para a diretoria do Banco Central (BC). O secretário de política econômica do governo negou que tenha recebido convite para assumir o cargo, mas se colocou à disposição para outras tarefas, caso isso seja decidido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e por Haddad. A leitura de parte do mercado é que as indicações sugeridas por Haddad adicionam ruído e aumentam a percepção de risco. O movimento também levanta dúvidas sobre o grau de independência do BC. Também dividiu as discussões dos analistas foi o balanço do Bradesco, que obteve lucro líquido recorrente de R$ 6,516 bilhões no quarto trimestre, em linha com as estimativas de consenso, mas trouxe projeções abaixo das expectativas, o que pressionou o índice para baixo. Segundo especialistas do mercado financeiro, o balanço foi considerado robusto, com lucro recorrente acima tanto do ano anterior quanto das expectativas de mercado, o que sinaliza recuperação gradual de rentabilidade, além de riscos sob controle. No saldo da semana, o mercado aponta para uma política monetária mais restritiva nos preços da bolsa de olho no Federal Reserve. Já por aqui, os últimos cinco pregões foram marcados pelas reações mais intensas aos balanços dos grandes bancos privados – em uma gangorra de perda-ganha.
As maiores altas foram da Refinaria de Petroleos Manguinhos (27,88%) e Recrusul (14,34%). As baixas, Coelce (-18,73%) e General Shopping (-12,32%). Das cinco ações mais negociadas, quatro apresentaram evolução: preferenciais do Bradesco (-2,17%), preferenciais da Gol (0,06%), B3 (4,8%), preferenciais da Itaúsa (2,6%) e Magazine Luiza (4,87%). O volume negociado foi de R$ 29,71 bilhões.
