Novo derivativo terá risco limitado ao valor investido e deve estrear ainda no primeiro semestre
A B3 estuda lançar ainda em 2026 um novo tipo de derivativo no Brasil: os chamados contratos de eventos, estruturados no formato de opções digitais. A proposta é trazer ao mercado brasileiro um modelo inspirado nos mercados de previsões dos Estados Unidos, nos quais investidores negociam expectativas sobre indicadores financeiros.
O desenvolvimento ocorre em conjunto com o regulador e, segundo o CEO da bolsa, Gilson Finkelsztain, a expectativa é que o produto entre em operação até o fim do primeiro semestre, com possibilidade de lançamento já nos próximos meses.
Como devem funcionar
Os contratos de eventos têm resultado binário. O investidor paga antecipadamente um prêmio para apostar na ocorrência de determinado cenário. Se a previsão se confirmar, recebe o valor total estipulado no contrato; caso contrário, a perda fica restrita ao valor inicialmente investido.
De acordo com a B3, a ideia é oferecer uma alternativa com risco limitado, sem possibilidade de prejuízo superior ao prêmio pago.
Ativos e regulamentação
Na fase inicial, a bolsa pretende vincular os contratos a ativos financeiros de grande liquidez e interesse do mercado, como a cotação do dólar frente ao real, o preço do bitcoin e o desempenho do Ibovespa.
A instituição segue discutindo com o regulador aspectos relacionados à distribuição do produto e ao público-alvo antes da estreia oficial.
