O Ibovespa fechou em leve baixa de x% nesta terça-feira (21), aos x pontos. O dólar subiu 0,36%, cotado a R$ 5,39 no encerramento. O índice nacional fechou em alta firme, apoiado pela valorização generalizada das ações que integram sua carteira. O movimento de avanço foi puxado principalmente por empresas do setor financeiro e de mineração e siderurgia, na esteira da alta em bolsas globais: tanto índices da Europa quanto dos Estados Unidos anotam avanços, em meio à sinalização de um alívio na guerra comercial entre Estados Unidos e China. O tom mais conciliador adotado por Washington reacendeu o apetite por risco nos mercados e ajuda a sustentar o desempenho dos ativos locais, enquanto investidores monitoram o cenário fiscal no Brasil. Com a queda dos juros futuros e Boletim Focus apontando inflação para baixo, ações do setor de consumo, construção e varejo apresentaram melhora, favorecidas por um cenário de juros menores. Lá fora, a trégua comercial ganhou força após declarações do presidente americano Donald Trump, que sugeriu a possibilidade de reduzir tarifas impostas à China e confirmou que deve se encontrar com o líder chinês Xi Jinping ainda neste mês. A perspectiva de diálogo entre as potências foi suficiente para aliviar a aversão ao risco e impulsionar moedas e bolsas de emergentes. Por aqui, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou o programa Reforma Casa Brasil, que prevê R$ 40 bilhões em crédito para reformas e melhorias habitacionais. O anúncio é visto como uma tentativa de estimular o consumo e o setor de construção civil, em um movimento que também tem implicações políticas no caminho para as eleições de 2026. O novo pacote, porém, pode gerar dúvidas adicionais sobre a trajetória das contas públicas, justamente em um momento de pressão sobre a meta fiscal. Nos próximos dias, o mercado deve ganhar ritmo com a divulgação de indicadores-chave. O destaque será o IPCA-15 de outubro, que será conhecido na sexta-feira (24) e servirá como termômetro para as apostas sobre o ciclo de cortes da Selic.
As maiores altas foram das preferenciais da Azevedo & Travassos (11,76%) e Azevedo & Travassos (8,57%). As baixas, Ciabrasf (-42,8%) e Ambipar (-29,31%). Todas as cinco ações mais negociadas apresentaram retração: Ambipar (-29,31%), preferenciais da Gol (-1,21%), Brava Energia (-5,84%), Ambev (-1,13%) e preferenciais da Petrobras (-0,81%). O volume negociado foi de R$ 15,73 bilhões.
