O Ibovespa fechou em forte alta de 2,2% nesta quinta-feira (22), aos 175.589 pontos. O dólar caiu 0,67%, cotado a R$ 5,28 no encerramento. Em meio ao alívio das tensões geopolíticas e sustentado pelo fluxo estrangeiro, o índice nacional cravou mais uma sessão de recorde. O ambiente segue favorável aos mercados emergentes, mesmo após o presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizar a possibilidade de um acordo sobre a Groenlândia. O resultado do pregão reflete o aumento da posição do investidor estrangeiro no Brasil, que já vinha presente no mercado e agora intensifica a alocação diante de um cenário externo mais favorável. Lá fora, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 4,4% no terceiro trimestre. O resultado veio pouco acima da alta de 4,3% estimada por analistas consultados, o que, do ponto de vista da política monetária, o dado pode reduzir o espaço para cortes rápidos dos juros pelo Fed. Já o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos subiu 2,8% no terceiro trimestre de 2025 em relação ao trimestre anterior. O núcleo do PCE, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, avançou 2,9% no mesmo período. Os dois indicadores vieram em linha com as expectativas do mercado.
As maiores altas foram Equatorial (81,49%) e PDG (16,76%). As baixas, preferenciais da Recrusul (-15,97%) e Oranje BTC (-10,62%). Todas as cinco ações mais negociadas apresentaram evolução: Cogna (8,15%), preferenciais da Petrobras (0,45%), preferenciais da Itaúsa (3,69%), Vale (0,58%) e preferenciais da Gol (0,02%). O volume negociado foi de R$ 44,10 bilhões.
