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Alívio nas tensões entre EUA e Irã crava novo recorde

Da redação
14 de abril de 2026

O Ibovespa fechou estável em 0,33% nesta terça-feira (14), aos 198.659 pontos – novo recorde histórico. O dólar caiu 0,07%, cotado a R$ 4,99 no encerramento. O segundo pregão da semana ganhou um ar ainda maior de esperança para uma trégua no conflito entre Estados Unidos e Irã, após sinais de que ambos os lados podem retornar à mesa de negociações. O otimismo frente às declarações do presidente Donald Trump sobre a retomada das negociações aliviou parte da aversão ao risco global e afastou o preço do petróleo dos US$ 100, onde começou a semana. De acordo com Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, esse ambiente tem sustentado o fluxo estrangeiro para o Brasil tanto em renda fixa quanto ações. No doméstico, o diferencial de juros segue com perspectivas de permanecer elevado diante de um discurso conservador do Banco Central em relação a guerras e os efeitos inflacionários mais amplos. O real ainda encontra sustentação pelo patamar alto do preço do petróleo refletindo a melhora nos termos de troca e ampliação do superávit comercial. A combinação de dólar globalmente mais fraco, carry elevado e fluxo positivo sustentou a apreciação do real, ainda que o movimento exija cautela e seja passível de reversões. De modo geral, o movimento de baixa do petróleo despencou os papéis da estatal brasileira, impedindo ganhos maiores na sessão.

As maiores altas foram da Equatorial (19,28%) e Paranapanema (16,07%). As baixas, preferenciais da Cemepe (-19,9%) e Sequoia (-12,5%). Das cinco ações mais negociadas, quatro apresentaram evolução: preferenciais da Petrobras (-3,68%), preferenciais da Itaúsa (1,29%), Cogna (5,75%), B3 (2,08%) e preferenciais do Bradesco (0,68%). O volume negociado foi de R$ 32,74 bilhões.

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