O Ibovespa fechou em leve baixa de 0,42% nesta segunda-feira (15), aos 170.415 pontos. O dólar ficou estável em 0,09%, cotado a R$ 5,06 no encerramento. O índice nacional iniciou a semana no vermelho, refletindo a combinação de fatores externos e domésticos que elevaram a cautela dos investidores. No cenário internacional, Estados Unidos e Irã confirmaram um acordo para encerrar as hostilidades “em todas as frentes”. O plano, que inclui a reabertura do Estreito de Ormuz, fez o petróleo desabar e as bolsas mundo afora dispararem. Esse ambiente aumentou a busca por ativos considerados mais seguros e pressionou os mercados acionários. No mercado doméstico, o desempenho negativo também foi influenciado pela divulgação de um IPCA de maio acima das expectativas, reforçando a percepção de que o ciclo de flexibilização monetária poderá ocorrer de forma mais lenta. O avanço dos juros futuros reduziu o apetite por ativos de risco, especialmente ações mais sensíveis ao custo do crédito, enquanto investidores permaneceram atentos aos próximos indicadores econômicos e aos desdobramentos do cenário externo, que seguem ditando o humor dos mercados.
As maiores altas foram da Sequoia (33,33%) e Haga (17,27%). As baixas, Ampla Energia (-33,59%) e Grupo Toky (-17,02%). Das cinco ações mais negociadas, quatro apresentaram retração: preferenciais da Petrobras (-4,91%), Cosan (-1,8%), B3 (-0,59%), Cogna (1,28%) e Itaúsa (-1,09%). O volume negociado foi de R$ 29,39 bilhões.
