Pesquisa da EXEC, consultoria especializada na seleção e desenvolvimento de altos executivos e conselheiros, revela que as empresas brasileiras ainda têm baixa maturidade na retenção de talentos estratégicos, apesar de reconhecerem a importância do tema.
O levantamento mostra que apenas 37,7% das companhias conseguem identificar formalmente seus talentos-chave, enquanto a maioria não possui processos estruturados para isso.
Além disso, 59,4% das organizações não têm clareza sobre os motivos que levam esses profissionais a pedir desligamento, o que evidencia uma gestão reativa e pouco preventiva.
Outro ponto crítico é a ausência de planos de carreira: 75,4% das empresas não oferecem estruturas claras de crescimento e apenas 37,7% estimulam feedbacks de forma consistente.
O resultado é um cenário em que apenas 17,9% dos talentos-chave afirmam estar satisfeitos com o ambiente de trabalho, aumentando o risco de perda de conhecimento e engajamento.
Os programas de desenvolvimento também carecem de consistência: 34,8% das empresas não possuem nenhuma estratégia estruturada e apenas 27,5% têm iniciativas contínuas.
A EXEC destaca que a personalização das ações, como mentorias e coaching, é decisiva para manter esses profissionais conectados ao propósito e à cultura da organização.
Embora quase 40% das empresas estejam em estágio considerado “maduro” na gestão de talentos, a maioria ainda precisa avançar para transformar conscientização em ação.
O recado da EXEC é que reter talentos-chave não deve ser apenas uma resposta emergencial ao risco de desligamento, mas sim uma estratégia de negócio capaz de preservar conhecimento, acelerar inovação e sustentar vantagem competitiva.
