Em uma das regiões mais vulneráveis do país, o sertão nordestino, o projeto Amigos do Bem alcançou resultados inéditos na educação. A escola da instituição em Inajá, Pernambuco, atingiu nota 9,8 no IDEB, a maior do estado e muito acima das médias nacional e estadual. O desempenho reflete um modelo que integra ensino em tempo integral, acompanhamento familiar e desenvolvimento social, transformando indicadores historicamente baixos em referência nacional.
Quando assumiu a gestão da unidade, a realidade era marcada por evasão escolar e baixo rendimento. Hoje, os números mostram um cenário oposto: fluxo escolar de 100%, frequência superior a 90%, taxa de alfabetização de 98,75% e evasão praticamente inexistente. Enquanto escolas da região registram notas em torno de 4,1 nas áreas rurais e 4,8 nas urbanas, a instituição alcançou quase a pontuação máxima.
“Mais emocionante do que qualquer indicador é ver uma geração que cresceu conosco voltar para ensinar, cuidar e inspirar as crianças que estão chegando. São jovens que encontraram oportunidades, acreditaram em seus sonhos e hoje ajudam outras crianças a acreditar também. Já uma geração transformada, os multiplicadores do bem”, afirma Alcione Albanesi, fundadora e presidente do Amigos do Bem.
A atuação da organização inclui transporte escolar para crianças de povoados isolados, quatro refeições diárias, acompanhamento individualizado e ações junto às famílias para evitar evasão e trabalho infantil. O projeto também forma educadores: cerca de 90% dos professores que atuam hoje foram alunos da própria instituição.
Fundado em 1993, o Amigos do Bem desenvolve um dos maiores programas privados de combate à pobreza extrema do Brasil. Com presença em Pernambuco, Alagoas e Ceará, atende mensalmente mais de 150 mil pessoas em 300 povoados, oferecendo educação, saúde, geração de renda, segurança alimentar, acesso à água e moradia. Mais de 10 mil crianças recebem ensino regular e participam de atividades profissionalizantes nos Centros de Transformação.
O resultado de 9,8 no IDEB é a evidência de que investimentos consistentes em educação e desenvolvimento social podem romper ciclos históricos de pobreza e abrir novas perspectivas de futuro para uma geração inteira.
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