Empresas enfrentam afastamentos por vício em jogos
Um levantamento da VR, empresa de soluções para trabalhadores e empregadores, mostra que os transtornos ligados a jogos e apostas já se tornaram um problema relevante para o ambiente corporativo. Em apenas 37 ocorrências registradas, foram contabilizados 976 dias de afastamento, com casos que chegam a quase três meses consecutivos fora do trabalho. O número de episódios em 2025 superou o total de 2024 e evidencia uma tendência de crescimento acelerado.
Os dados revelam que a maior parte das ocorrências está relacionada ao jogo patológico, mas já há registros também de afastamentos por transtornos ligados a games digitais, classificados na CID-11. A evolução é preocupante. Em 2022 havia apenas um caso, enquanto em 2025 fora 21, com os dias de ausência praticamente triplicando em relação ao ano anterior. Além do aumento no volume, chama atenção a duração média dos afastamentos, que se mantém elevada, sugerindo maior complexidade dos quadros clínicos.
Segundo Willian Gil, diretor-executivo de Pessoas, Jurídico e Governança da VR, o avanço em 2025 reforça a necessidade de atenção das empresas. Para ele, os números mostram que dinâmicas sociais e comportamentais podem impactar diretamente a saúde e a rotina dos trabalhadores, exigindo das organizações maior capacidade de prevenção, acolhimento e tomada de decisão.
