Para 54% essas probabilidades parecem improváveis nos próximos seis meses, aponta FGV. 75% dos pesquisados se diz satisfeito; carga horária é maior queixa
A terceira edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho da Sondagem de Mercado de Trabalho do FGV Ibre, aborda o tema da chance de perder emprego e/ou principal fonte de renda. O levantamento perguntou a cada respondente que estava trabalhando no momento sobre a chance que observava de perder seu principal empregou e/ou fonte de renda.
Divulgado nesta segunda-feira (15) pela Fundação Getúlio Vargas Instituto Brasileiro de Economia (FGV Ibre), o resultado, com dados do trimestre findo em agosto de 2025, mostra que a maioria dos respondentes (53,8%) afirma ser muito improvável ou improvável perder seu principal emprego e/ou fonte de renda nos próximos 6 meses, enquanto 16,6% afirmavam ser provável ou muito provável que isso ocorre. Os demais 29,7% indicam que não saberiam avaliar esse tema.

O resultado por faixa de renda mostra que quanto maior a faixa de renda, maior a segurança com sua ocupação. As pessoas do grupo de renda mais baixo, que recebem até 1 salário-mínimo, 32,6% avaliam como improvável ou muito improvável perder seu emprego ou fonte de renda. Para os que recebem entre 1 e 3 salários-mínimos, esse valor é de 41,3%, enquanto para quem recebe acima dessa faixa, 62,4% indicam ser improvável ou muito improvável perder sua ocupação.

O baixo percentual de trabalhadores afirmando ser provável ou muito improvável perder seu emprego ou fonte de renda corrobora o cenário de mercado de trabalho aquecido. Com a taxa de desocupação em níveis mínimos em termos histórico, é natural que os trabalhadores se sintam mais seguros na sua ocupação ou em uma realocação caso seja necessário. Esse dinamismo observado nos últimos anos tende a ser favorável para os trabalhadores. Apesar disso, com a expectativa de desaceleração da economia brasileira, e do mercado de trabalho consequentemente, é esperado que essa variável não continue nesse patamar baixo por muito tempo”, afirma Rodolpho Tobler, economista do FGV Ibre.
Tabelas com séries históricas de todos os temas





Informações adicionais
A partir de julho de 2025, o FGV Ibre passou a divulgar mensalmente indicadores sobre a qualidade do emprego no país. Os dados serão divulgados mensalmente, com base em médias móveis trimestrais. As informações são obtidas pela Sondagem de Mercado de Trabalho (SMT), uma pesquisa mensal do FGV Ibre, feita com a população brasileira.
Os novos indicadores buscam complementar as informações existentes sobre o tema com dados exclusivos, derivados, principalmente, da percepção do trabalhador brasileiro sobre as condições de trabalho no momento. São consultadas pessoas de todos território nacional, em idade para trabalhar, e que respondem sobre seis diferentes temas:
- Satisfação com trabalho;
- Chance de perder emprego e/ou fonte de renda;
- Proteção social;
- Renda suficiente;
- Percepção geral sobre o mercado de trabalho;
- E expectativa para os próximos 6 meses do mercado de trabalho em geral.
Como a coleta de informações começou em 2025, ainda não é possível fazer comparações históricas e analisar o nível dos indicadores. Por esse motivo, os primeiros relatórios serão dedicados a explicar os temas escolhidos e em detalhar o(s) quesito(s) que fazem parte deste grupo. Em cada relatório dos próximos meses, o FGV Ibre destacará um tema específico em seus relatórios mensais da pesquisa. Nas tabelas finais são apresentados os resultados de todos os quesitos.
