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Geyze Diniz, do Pacto Contra a Fome: “O custo de acabar com a fome é menor do que o custo que ela gera”

Lorena Scavone Giron
2 de setembro de 2026

O jantar anual do Pacto Contra a Fome reuniu empresários, CEOs e representantes das principais instituições do país para reforçar uma mensagem central: no combate à fome, a cooperação deve estar acima da concorrência. Para Geyze Diniz, presidente do Conselho e cofundadora da organização, encontros como o realizado em São Paulo são fundamentais para ampliar a visibilidade de uma pauta que ultrapassa o campo social e tem impacto direto na economia brasileira.

Segundo ela, em entrevista MONEY REPORT, a insegurança alimentar gera custos elevados para o país em áreas como saúde pública, educação, segurança e produtividade. Na avaliação da executiva, embora o investimento necessário para enfrentar o problema seja significativo, ele ainda é menor do que os prejuízos provocados pela fome. Por isso, defende que o setor privado assuma um papel mais ativo no enfrentamento da questão.

Geyze Diniz destacou que a fome ainda não ocupa posição central nas estratégias de investimento social das empresas, que tradicionalmente direcionam recursos para áreas como educação, cultura, esporte e meio ambiente. Para ela, trata-se de uma causa estruturante e básica, capaz de impactar diretamente diversas outras frentes de desenvolvimento social.

A executiva também chamou a atenção para a necessidade de as empresas observarem a realidade dentro de suas próprias operações. Mesmo entre trabalhadores formais e beneficiados por programas corporativos, a insegurança alimentar pode estar presente, refletindo um cenário que atinge milhões de brasileiros.

Ao comentar o papel das lideranças empresariais, Geyze afirmou que não é mais possível dissociar desempenho econômico e responsabilidade social. Em sua visão, empresas precisam incorporar uma visão estratégica que considere os desafios enfrentados pela sociedade e pelo planeta, atuando em causas estruturais que ajudem a produzir mudanças duradouras.

Ela ressaltou ainda que a fome é um problema complexo que exige soluções sistêmicas e o envolvimento de diferentes atores. Além do setor privado, governos, organizações da sociedade civil, universidades, institutos de pesquisa e a imprensa têm papel relevante na construção de respostas capazes de reduzir a insegurança alimentar no país.

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