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Jovem empreendedor está insatisfeito com carga tributária

A pesquisa “Perfil do Jovem Empreendedor Brasileiro”, realizada pela Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje) junto a mais 5 mil participantes entre 18 e 35 anos, traça o perfil, os anseios e os desafios impostos aos que pretendem empreender no país. Em entrevista a MONEY REPORT, Guilherme Gonçalves, presidente da entidade, analisa os resultados do estudo.

Quais são os principais entraves para o jovem empreendedor do Brasil? 

São muitos. Essa é a terceira vez que fazemos a pesquisa e chegamos às mesmas respostas. A questão tributária é o principal problema. Depois, a burocracia. Esses dois estão relacionados ao governo, que é o que chamamos de entraves externos. Em âmbito interno, ou seja, aquilo que está sob o domínio do empresário, a resposta “gestão financeira” foi a que mais apareceu.

Como superar essas dificuldades? 

Existem alguns exemplos de sucesso em muitas cidades, que já reduziram o número de dias para o empreendedor abrir uma empresa e começar a operar. Muitas delas  entenderam que é preciso analisar o tipo de negócio que o empresário está querendo abrir e levar em conta o risco que o projeto traz. Se não afeta questões ambientais, por exemplo, não é preciso o mesmo tipo de rigor exigido para uma indústria química. São casos assim que mostram a superação diante de problemas e entraves.

Obter crédito junto às instituições financeiras ainda é um problema? 

Sim. A partir do momento em que o empreendedor decide abrir o negócio, ele não tem histórico de faturamento e muitas vezes não possui bens para dar como garantia em contrapartida aos financiamentos. Essa é uma questão crucial. Diante disso, é preciso algum tipo de mudança na política de oferta de crédito para quem está começando um negócio novo.

O que o jovem precisa fazer para empreender no Brasil?

Falamos muito sobre planejamento, estudo do mercado em que se quer atuar. É preciso entender que, para que o negócio tenha sucesso, ele precisa apresentar um diferencial. Não adianta montar algo que na outra esquina já existe. Também é importante acreditar que aquilo que está sendo feito irá fazer a diferença, contribuirá para o desenvolvimento do país.

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Mônica.