Líder das operações da companhia em solo brasileiro, Ricardo Grossi estima salto de produção para 6,4 mil toneladas até 2027, com terras raras pesadas que desafiam a hegemonia chinesa e abrem caminho para o desenvolvimento
A Tacada da Semana de MONEY REPORT destaca Ricardo Grossi, líder das operações da Serra Verde no Brasil, que lidera um movimento capaz de reposicionar o país no mapa global dos minerais críticos. Única produtora em grande escala de terras raras pesadas críticas (ETRPs), bem como terras raras leves fora da Ásia, a companhia foi adquirida pela USA Rare Earth (USAR) em uma transação de US$ 2,8 bilhões, e está ampliando sua operação em Pela Ema (GO).
O salto é impressionante: de cerca de 100 toneladas métricas anuais de óxidos de terras raras para aproximadamente 6,4 mil toneladas até o fim de 2027. Mais do que números, trata-se de uma mudança estratégica, já que cerca de um terço da produção futura será composta por terras raras pesadas — como térbio e disprósio — insumos essenciais para ímãs de alto desempenho em um mercado hoje dominado pela China.
Grossi aponta que esses marcos são um ponto positivo significativo para o Brasil e demonstram a capacidade do país de desempenhar um papel de liderança no desenvolvimento das cadeias globais de suprimentos de terras raras.
Segundo ele, as garantias de fornecimento, assim como a combinação com a USAR, validam a qualidade da Serra Verde: sua operação única, seus colaboradores e o compromisso com práticas responsáveis.
Além disso, a empresa firmou um contrato de fornecimento de 15 anos com preços mínimos garantidos para térbio e disprósio, assegurando previsibilidade de receita e fortalecendo a posição do Brasil como fornecedor confiável para mercados ocidentais.
O executivo reforça o impacto local e nacional ao afirmar que a Serra Verde é pioneira em uma nova indústria no Brasil e que agora há a certeza de poder continuar investindo e desenvolvendo a operação ao longo do ciclo, garantindo empregos, futuros pagamentos de impostos e desenvolvimento econômico para Minaçu, Goiás e Brasil. Em parceria com a USAR, a expectativa da companhia é servir de inspiração para outros projetos semelhantes no país, comprovando o vasto potencial brasileiro como polo de minerais críticos.
A Serra Verde é hoje a única produtora em grande escala fora da Ásia de todas as quatro terras raras magnéticas, incluindo as terras raras pesadas mais críticas e altamente valiosas: disprósio, térbio e ítrio. Esses materiais são fundamentais para a produção de ímãs permanentes utilizados em veículos elétricos, turbinas eólicas, robôs, drones, aparelhos de ar condicionado de alta eficiência e outras aplicações tecnológicas avançadas nos setores de semicondutores, defesa, nuclear e aeroespacial.
A empresa combina sustentabilidade e escala global, com operações de baixo impacto, uso de energia renovável e biocombustíveis, além de forte integração comunitária. Atualmente, emprega mais de 350 pessoas, das quais 66% são da comunidade local e mais de 30% são mulheres.
Sob a liderança de Ricardo Grossi, a Serra Verde não apenas amplia sua produção, mas também abre caminho para que o Brasil se torne um polo de minerais críticos, consolidando sua relevância em cadeias globais de alto valor e inspirando novos projetos no setor.
