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Serra Verde coloca o Brasil na elite dos minerais críticos

Da redação
25 de abril de 2026
Líder das operações da companhia em solo brasileiro, Ricardo Grossi estima salto de produção para 6,4 mil toneladas até 2027, com terras raras pesadas que desafiam a hegemonia chinesa e abrem caminho para o desenvolvimento

A Tacada da Semana de MONEY REPORT destaca Ricardo Grossi, líder das operações da Serra Verde no Brasil, que lidera um movimento capaz de reposicionar o país no mapa global dos minerais críticos. Única produtora em grande escala de terras raras pesadas críticas (ETRPs), bem como terras raras leves fora da Ásia, a companhia foi adquirida pela USA Rare Earth (USAR) em uma transação de US$ 2,8 bilhões, e está ampliando sua operação em Pela Ema (GO).

O salto é impressionante: de cerca de 100 toneladas métricas anuais de óxidos de terras raras para aproximadamente 6,4 mil toneladas até o fim de 2027. Mais do que números, trata-se de uma mudança estratégica, já que cerca de um terço da produção futura será composta por terras raras pesadas — como térbio e disprósio — insumos essenciais para ímãs de alto desempenho em um mercado hoje dominado pela China.

Grossi aponta que esses marcos são um ponto positivo significativo para o Brasil e demonstram a capacidade do país de desempenhar um papel de liderança no desenvolvimento das cadeias globais de suprimentos de terras raras.

Segundo ele, as garantias de fornecimento, assim como a combinação com a USAR, validam a qualidade da Serra Verde: sua operação única, seus colaboradores e o compromisso com práticas responsáveis.

Além disso, a empresa firmou um contrato de fornecimento de 15 anos com preços mínimos garantidos para térbio e disprósio, assegurando previsibilidade de receita e fortalecendo a posição do Brasil como fornecedor confiável para mercados ocidentais.

O executivo reforça o impacto local e nacional ao afirmar que a Serra Verde é pioneira em uma nova indústria no Brasil e que agora há a certeza de poder continuar investindo e desenvolvendo a operação ao longo do ciclo, garantindo empregos, futuros pagamentos de impostos e desenvolvimento econômico para Minaçu, Goiás e Brasil. Em parceria com a USAR, a expectativa da companhia é servir de inspiração para outros projetos semelhantes no país, comprovando o vasto potencial brasileiro como polo de minerais críticos.

A Serra Verde é hoje a única produtora em grande escala fora da Ásia de todas as quatro terras raras magnéticas, incluindo as terras raras pesadas mais críticas e altamente valiosas: disprósio, térbio e ítrio. Esses materiais são fundamentais para a produção de ímãs permanentes utilizados em veículos elétricos, turbinas eólicas, robôs, drones, aparelhos de ar condicionado de alta eficiência e outras aplicações tecnológicas avançadas nos setores de semicondutores, defesa, nuclear e aeroespacial.

A empresa combina sustentabilidade e escala global, com operações de baixo impacto, uso de energia renovável e biocombustíveis, além de forte integração comunitária. Atualmente, emprega mais de 350 pessoas, das quais 66% são da comunidade local e mais de 30% são mulheres.

Sob a liderança de Ricardo Grossi, a Serra Verde não apenas amplia sua produção, mas também abre caminho para que o Brasil se torne um polo de minerais críticos, consolidando sua relevância em cadeias globais de alto valor e inspirando novos projetos no setor.

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