A Tacada da Semana de MONEY REPORT destaca o anúncio do Mercado Livre, que deu mais um passo em sua estratégia de se transformar em uma plataforma de conveniência para o dia a dia dos consumidores brasileiros. A companhia ampliou sua atuação no segmento farmacêutico, passou a vender medicamentos sujeitos à prescrição médica, incluindo tratamentos da classe GLP-1, e lançou um novo modelo de entrega em até 60 minutos na cidade de São Paulo.
As novidades foram apresentadas durante o Mercado Livre Experience 2026 por Fernando Yunes, líder do Mercado Livre no Brasil e vice-presidente executivo de Commerce para a América Latina. A iniciativa reforça a aposta da empresa em categorias de compra recorrente, como saúde e bem-estar, ao mesmo tempo em que expande sua infraestrutura logística para sustentar entregas cada vez mais rápidas.
A nova modalidade, batizada de Envios Agora, conecta compradores e vendedores por meio de uma operação de proximidade que permite entregas em até uma hora para produtos elegíveis. Paralelamente, a empresa informou que pretende encerrar 2026 com 72 operações logísticas de grande porte no país, após a abertura de 20 novas unidades entre centros de fulfillment, triagem, distribuição e transbordo.
Na frente farmacêutica, sob a liderança de Fernando Yunes, o Mercado Livre amplia uma jornada iniciada com medicamentos isentos de prescrição. Agora, a plataforma passa a incluir produtos que exigem receita médica e também medicamentos com retenção de receita, além de anunciar a entrada de farmácias parceiras em seu marketplace. A expectativa é conectar cerca de 20 farmácias de redes terceiras na cidade de São Paulo até o final do ano, apoiando a expansão das entregas ultrarrápidas.
O movimento, no entanto, já provoca reação do setor. A Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), entidade que reúne as principais redes do país, afirmou que questionará a Anvisa sobre a legalidade da operação. A associação argumenta que a regulamentação específica para comercialização de medicamentos por marketplaces ainda está em discussão e que a autorização definitiva dependeria da conclusão desse processo regulatório.
Mesmo diante da controvérsia, o anúncio do Meli deixa claro que a disputa entre varejo tradicional e plataformas digitais entra em uma nova fase. Mais do que vender medicamentos, Yunes deixou claro que a empresa busca aumentar a frequência de uso do aplicativo, consolidando um modelo em que compras, pagamentos, conteúdo, publicidade e agora produtos de saúde convivem dentro de um mesmo ecossistema, amplamente reconhecido como uma das maiores estruturas logísticas da América Latina.
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