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iFood Benefícios e Caju apostam na escala para redesenhar o futuro dos benefícios corporativos

Da redação
24 de outubro de 2026
Aquisição da Caju, estimada em R$ 1 bilhão, amplia o alcance da companhia liderada por Arthur Freitas, qualificando seu portfólio de soluções corporativas

A Tacada da Semana de MONEY REPORT destaca o iFood Benefícios, que deu um passo decisivo para ampliar sua presença no mercado brasileiro de benefícios corporativos com a aquisição da Caju. A operação, a maior da história do iFood, é avaliada em cerca de R$ 1 bilhão pelo mercado financeiro, embora os valores oficiais não tenham sido divulgados. Sob a liderança do CEO do iFood Benefícios, Arthur Freitas (na imagem), o movimento reforça a estratégia de crescer para além do delivery e conquistar espaço em um segmento que movimenta R$ 150 bilhões por ano no Brasil.

O tamanho da operação fica mais evidente quando se olha para a combinação das duas empresas. Juntas, elas reúnem cerca de 3 milhões de usuários e aproximadamente 135 mil clientes corporativos. Cada plataforma movimenta em torno de R$ 1,3 bilhão por mês, segundo Freitas. A aquisição amplia a escala do iFood Benefícios e fortalece sua capacidade de disputar espaço com operadoras tradicionais, em um mercado historicamente concentrado.

O diferencial, porém, vai além da ampliação da base de clientes. O iFood Benefícios leva para a combinação sua rede de estabelecimentos, o aplicativo e a conexão com o ecossistema de restaurantes e mercados da plataforma. A Caju acrescenta soluções de benefícios flexíveis, gestão de despesas corporativas e ferramentas para departamentos de recursos humanos. A integração dessas competências abre caminho para uma oferta mais abrangente às empresas, que poderão concentrar diferentes serviços em uma mesma plataforma.

A estratégia também chega em um momento de transformação regulatória do setor. As mudanças nas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), incluindo limites para taxas cobradas dos estabelecimentos e maior abertura dos arranjos de pagamento, tendem a intensificar a concorrência. Freitas defende que a redução dos custos de transação pode melhorar as margens do comércio e criar condições para preços mais competitivos ao consumidor. Nesse cenário, ganhar escala e investir em tecnologia pode se tornar uma vantagem importante.

O movimento se apoia ainda no ritmo de expansão do negócio: o iFood Benefícios cresceu cerca de 80% ao ano nos últimos três anos, segundo o executivo. A compra da Caju se insere no plano mais amplo de investimentos de R$ 24 bilhões anunciado pela Prosus, controladora do iFood, para o Brasil até março de 2027.

Mais do que incorporar uma concorrente, a companhia amplia sua capacidade de desenvolver produtos, atender empresas e trabalhadores e explorar novas categorias de serviços corporativos.

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