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Atacadão transforma suas lojas em destinos de consumo além dos alimentos

Da redação
17 de outubro de 2026
Rede do Carrefour integra farmácias ao percurso de compras do atacarejo e testa um formato com potencial para mais de 300 novas drogarias, buscando ampliar a conveniência dos clientes e extrair mais valor da operação

A Tacada da Semana de MONEY REPORT destaca o Atacadão, bandeira de atacarejo do Grupo Carrefour Brasil, que começa a transformar suas lojas em pontos de consumo que vão além dos alimentos. A rede integra farmácias ao salão de vendas, em um movimento que combina diversificação de serviços e aproveitamento do fluxo de clientes para abrir uma nova frente de crescimento. O formato estreia nas unidades do Pacaembu e de Parelheiros, em São Paulo, e poderá viabilizar mais de 300 drogarias adicionais, caso os resultados dos projetos-piloto confirmem sua viabilidade. A inauguração em Parelheiros, em 16 de outubro, marca a chegada do grupo à 100ª drogaria no país, após 21 anos de atuação no segmento.

A iniciativa está alinhada ao desafio de expansão do Atacadão sob o comando de Marcos Samaha, que assumiu o posto de CEO em abril deste ano. Com 37 anos de experiência no varejo, o executivo passou por empresas como Walmart Brasil e América Central, GPA, Jequiti e Tenda Atacado. Sua chegada foi anunciada com a missão de fortalecer e expandir o formato de atacarejo no Brasil. Nesse contexto, a integração das drogarias representa uma frente para ampliar as soluções oferecidas aos consumidores que já frequentam as lojas, embora a companhia ainda precise avaliar os resultados antes de replicar o modelo.

A lógica comercial é aproveitar a escala da rede para incorporar novas categorias à jornada de compras. O Atacadão tem mais de 350 lojas distribuídas pelo país, segundo sua apresentação institucional, e atende tanto famílias quanto comerciantes. No novo formato, cada drogaria terá aproximadamente 4 mil itens farmacêuticos, entre medicamentos isentos de prescrição e produtos vendidos sob receita médica, complementando o sortimento alimentar da bandeira, que supera 9 mil itens. A proposta é permitir que o consumidor resolva diferentes necessidades em uma única visita, ampliando a conveniência e criando novas ocasiões de consumo.

“Estamos trazendo a drogaria para dentro do salão de vendas do Atacadão, integrando saúde e bem-estar à jornada de compras dos nossos clientes: uma única visita, um único momento e com mais soluções para o cliente”, afirma Leonardo Silva, diretor sênior de Postos e Drogarias do Grupo Carrefour Brasil. As unidades terão espaços próprios e segregados, com farmacêutico responsável, preservando as exigências específicas da atividade. No Pacaembu, a operação funcionará 24 horas, permitindo à companhia avaliar também a demanda por medicamentos e produtos de saúde em horários alternativos.

A expansão, porém, dependerá da resposta dos consumidores e da eficiência operacional do modelo. Nesta fase inicial, o grupo pretende acompanhar o comportamento dos clientes, a complementaridade entre as compras de alimentos e produtos farmacêuticos e os ajustes necessários para adaptar o formato a diferentes lojas e perfis de público.

A perspectiva de mais de 300 novas drogarias representa, portanto, uma possibilidade de longo prazo, e não um cronograma de abertura já definido. Se os testes forem bem-sucedidos, o Atacadão poderá ampliar sua presença no varejo farmacêutico aproveitando uma estrutura de lojas e um fluxo de consumidores que já fazem parte de sua operação.

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