A maior farmacêutica da América Latina reforça portfólio ao vencer disputa pela marca da Sanofi. Fabricante de genéricos se manterá independente. Cade precisa aprovar
Controlado pelo empresário Carlos Sanchez (na imagem), o Grupo EMS anunciou nesta sexta-feira (6) a aquisição da Medley, uma das principais marcas de remédios genéricos do Brasil, por R$ 3,2 bilhões – valor equivalente a 16 vezes o ebitda da empresa. A transação, firmada com a francesa Sanofi, supera expectativas iniciais de US$ 500 milhões e posiciona a EMS como o maior grupo farmacêutico da América Latina, ampliando seu domínio no mercado nacional de medicamentos acessíveis.
A grandiosidade da compra se evidencia na vitória sobre concorrentes como Aché e Sun Pharma. Um dos fatores foi a proximidade logística – a fábrica da Medley, em Campinas (SP), fica a menos de 20 quilômetros do complexo da EMS. Em 2025, a Medley faturou R$ 1,3 bilhão com ebitda de cerca de R$ 200 milhões, desempenho que fortalecerá o portfólio da EMS no segmento de genéricos, pilar de expansão do grupo.
Sanchez destacou a importância aquisição. “Nossos planos são continuar dando acesso a medicamentos de qualidade a toda a população brasileira, manter sempre as operações separadas e garantir a cadeia de abastecimento da saúde”, afirmou o empresário, enfatizando sua visão de crescimento sustentável. A oficialização do negócio foi escolhida como A Tacada da Semana de MR.
Pela estratégia da Sanofi, a venda permite foco em biofarmacêuticos inovadores e vacinas, enquanto reconhece o legado da Medley em atender milhões de pacientes. Fernando Sampaio, presidente da Sanofi no Brasil, elogiou a transição para a EMS. “Estamos confiantes de que o Grupo EMS criará as condições para que a Medley continue crescendo e servindo pacientes em todo o Brasil”.
A Medley operará de forma independente sob controle da EMS, mantendo sua identidade e equipe durante a transição regulatória. Durante a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e outras instâncias, a Sanofi segue gerenciando as atividades normalmente, sem interrupções na produção ou abastecimento. Apesar do negócio depender de aprovações regulatórias, sinaliza uma nova era de consolidação no setor farmacêutico brasileiro.
