De acordo com um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre os efeitos da pandemia no mercado de trabalho e o impacto do auxílio emergencial na renda dos brasileiros, em novembro os trabalhadores autônomos foram os mais atingidos, recebendo 85,4% do habitual. Já os rendimentos médios efetivos da população empregada corresponderam a 93,7% da renda média habitual. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (6).
Já a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid-19, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que os trabalhadores formais tiveram sua renda menos afetada pela pandemia em novembro. Os que possuem carteira assinada e os funcionários públicos receberam 96,9% do habitual. Trabalhadores sem carteira assinada receberam 91,6% dos rendimentos médios.
No mês, 27,45% do total de domicílios do Brasil permanecia sem nenhuma renda de trabalho efetiva, contra 27,86% registrados em outubro. De acordo com o estudo, 4,32% dos domicílios (2,95 milhões de pessoas) sobreviveram apenas com os rendimentos do auxílio emergencial. A proporção de domicílios exclusivamente dependentes do recurso federal foi maior na Região Nordeste. No Piauí, o índice ficou pouco acima de 10% da população (3,2 milhões).
