Um novo bloco econômico começa a atuar em 2021 no continente africano, após seis meses de atraso causados pela pandemia. A Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA, na sigla em inglês) quer reunir 1,3 bilhão de pessoas e pode movimentar US$ 3,4 trilhões. A iniciativa poderá fazer o continente desenvolver suas próprias cadeias valor e tirar dezenas de milhões da miséria até 2035. Há potencial para o surgimento da maior zona de livre comércio de bens e serviços do mundo. “Há uma nova África emergindo com um senso de urgência e propósito e uma aspiração de se tornar autossuficiente”, afirmou o presidente de Gana, Nana Akufo-Addo, durante a cerimônia de lançamento do grupo por videoconferência. Apesar das expectativas, o bloco enfrentará inúmeros obstáculos decorrentes da falta de infraestrutura, conflitos locais e corrupção em larga escala. Todos os países africanos, exceto a Eritreia, assinaram ao acordo do AfCFTA, sendo que 34 o ratificaram. “(A AfCFTA) mudará fundamentalmente a sorte econômica de nosso continente”, disse o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa (imagem), atual líder da União Africana (UA), pelo Twitter.
The African Continental Free Trade Area will fundamentally change the economic fortunes of our continent. I call on the entrepreneurs of our nation to seize the abundant opportunities that this historic development will present to explore new markets and build new partnerships. pic.twitter.com/OXX9yM4ePl
— Cyril Ramaphosa 🇿🇦 #StaySafe (@CyrilRamaphosa) January 1, 2021
