A Fundação Getulio Vargas divulgou nesta quarta-feira (23) que Índice de Confiança da Construção (ICST) variou 0,1 ponto em dezembro, para 93,9 pontos – em uma escala de zero a 200 pontos. A melhora na avaliação sobre o momento presente compensou a deterioração das expectativas dos empresários para os próximos seis meses. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) aumentou 0,9 ponto para 92,4 pontos, o maior valor desde agosto de 2014 (93,0 pontos). Os indicadores de situação atual dos negócios e carteira de contratos avançaram respectivamente 1,2 ponto e 0,6 ponto, para 94,8 pontos e 90,1 pontos. Entretanto, o Índice de Expectativas (IE-CST) diminuiu pelo segundo mês consecutivo, de 96,2 pontos para 95,5 pontos 2,9 pontos. A queda de 2,6 pontos do indicador de tendência dos negócios cobriu a alta de 1,3 ponto do indicador de demanda prevista.
“A confiança do setor da construção acomodou em dezembro em um nível superior ao de dezembro de 2019, o que considerando todas as dificuldades do ano é um aspecto positivo. Vale destacar o aumento do Indicador de Evolução Recente de Atividade, apesar do maior percentual das assinalações relativas à escassez e ao custo das matérias-primas”, observou Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE. “Por outro lado, as expectativas continuam se deteriorando e os empresários estão mais pessimistas do que estavam no ano passado. Além das incertezas do cenário econômico, esse pessimismo parece estar relacionado às dificuldades recentes das empresas”, acrescentou.
Alerta ligado
A desorganização da produção e a alta das matérias-primas têm repercutido fortemente no setor. Em dezembro, entre os fatores limitativos, a escassez de material de construção alcançou 20% das assinalações do mês, um recorde histórico da sondagem. Por sua vez, a elevação de preços foi assinalada por 21,6% das empresas. “Essas questões atingem todos os segmentos da construção e se apresentam uma limitação adicional e com potencial crescente no processo de retomada”, completou Ana Castelo.
