A aprovação da vacina da Pfizer/BioNTech e uma possível liberação da Moderna, positivas para a saúde pública, devem mudar novamente o cenário econômico dos EUA. Empresas, famílias e profissionais ainda vão precisar de auxílio econômico do Federal Reserve (Fed), até que uma ampla campanha de imunização ocorra. Na última reunião do ano desta quarta-feira (16), a instituição atualizou suas estimativas para a economia dos Estados Unidos e manteve a taxa de juros entre 0% e 0,25%. Também avaliou que a plena recuperação de empregos deverá ocorrer apenas em 2023.
O Fed ponderou que a economia americana melhorará paulatinamente nos anos 2021, 2022 e assim, sucessivamente. Por isso, será necessário cautela. Em comunicado, a instituição presidida por Jerome Powell (imagem) demonstrou pressa sobre alguma decisão a respeito do pacote de estímulo fiscal que está em discussão há meses em Washington.
As estimativas para o produto interno bruto (PIB) dos EUA são de queda de 2,4% para 2020. E crescimento para 2021 e 2022 de 4,2% e 3,2%, respectivamente – nas projeções trimestrais divulgadas em setembro, o Fed havia apontado um crescimento econômico de 4% para 2021. Ainda não é possível dar uma estimativa para 2023.
Compra de títulos
O banco central americano também anunciou que continuará seu programa de compras de títulos do Tesouro. São US$ 80 bilhões por mês e em US$ 40 bilhões de hipotecas até que as metas de emprego e de estabilidade de preços sejam cumpridas. Com taxas próximas de zero, a instituição tem contado com estas compras para conter a queda econômica.
