Está em estudo no Ministério da Economia uma proposta de corte de 27% nos gastos do Ministério da Saúde em 2021, na comparação com o atual limite de despesas da pasta, de R$ 174,84 bilhões – valor que inclui o reforço no caixa para o enfrentamento da pandemia. O montante planejado para 2021, de R$ 127,75 bilhões, é inferior até ao previsto para a Saúde no início de 2020. Antes dos aportes para combater a covid-19, a pasta tinha R$ 134,7 bilhões aprovados. Sem as verbas extras, o recuo seria de 5%. O estudo e seus valores foram manchete do Estadão nesta terça-feira (18).
Nesse cenário, o Ministério da Saúde teria R$ 47 bilhões a menos nos cofres em 2021, ano em que o combate ao coronavírus ainda deve exigir esforços e investimentos, diante das perspectivas de vacinação em massa da população, com a aprovação das primeiras vacinas contra a covid-19. A proposta de Orçamento da União para o ano que vem deve ser entregue ao Congresso até o fim deste mês. Se confirmados os números, que o Ministério da Economia diz ainda estarem sob análise, a pasta comandada por Paulo Guedes deve sofrer pressões para a ampliação dos gastos com Saúde.
