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Doações atingem R$ 5 bi na pandemia e entidades querem reduzir imposto

Da redação
21 de maio de 2020

O montante arrecadado em doações para o combate ao coronavírus atingiu R$ 5 bilhões desde o final de março, por meio da solidariedade pessoal e campanhas empresariais que envolveram mais de 320 mil brasileiros. O levantamento é da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR).

A entidade defende a redução dos impostos sobre as doações. As alíquotas variam de 4% a 8%, reduzindo o valor que as entidades recebem. Junto com Croácia e Coreia do Sul, o Brasil é o único país de expressão que ainda cobra sobre as doações para organizações da sociedade civil, como ONGs.

A ABCR tenta reduzir – e até zerar – essas cobranças e acabar com as diferenças de estado para estado. A entidade também quer o fim do Imposto de Transmissão sobre Causa Mortis e Doação (ITCMD) para ONGs e institutos de pesquisa sem fins lucrativos,

“Além de ser um imposto que desincentiva doações, também é burocrático para as organizações. Aqui em São Paulo, a alíquota é de 4% e são as associações que têm que recolher. Então, às vezes o doador nem tem consciência que daqueles R$ 100 mil que doou, 4% vão ficar para o governo”, explica Marcia Woods, presidente da ABCR.

De acordo com o Monitor de Doações da ABCR, o segmento que mais destina recursos para ações sociais é o financeiro, perfazendo 34%, com R$ 1,6 bilhão, seguido dos fabricantes de alimentos e bebidas, com R$ 760 milhões (15%), e o setor de mineração, com R$ 540 milhões (11%).

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