O ministro do Desenvolvimento Regional (MDR), Rogério Marinho (imagem), faz parte do núcleo menos neoliberal do poder – ao lado de Walter Braga Netto, da Casa Civil, de Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, e, em menor grau, Tarcísio Freitas, da Infraestrutura. Defensor de investimentos estatais na economia, ele tem a missão de fazer valer suas posições. Ainda em maio, deve terminar a reformulação do programa Minha Casa, Minha Vida, que ganhará novo nome. O passo seguinte envolve o Senado. Marinho precisa aprovar o marco regulatório do saneamento, que prevê maior participação da iniciativa privada, por meio de parcerias e concessões.
O ministério atrai grandes empresas do setor de infraestrutura. Para 2020, o orçamento é de R$ 12,5 bilhões – e ainda não sofreu contingenciamentos. Na retomada, o governo pretende dar prioridade para projetos nas regiões Norte e Nordeste. Para o novo Minha Casa, Minha Vida, Marinho e equipe planejam investir de forma cuidadosa, dando prioridade para a faixa mais baixa de renda e na reforma de moradias. Seria outra maneira de preservar os cofres públicos. Para o saneamento, a meta é tocar obras de água e esgoto em cidades grandes e médias.
Ao contrário da maioria dos ministros de Bolsonaro, Marinho possui trânsito político no Congresso. Ele é um dos defensores do programa Pró-Brasil, do Ministério da Infraestrutura, que teve a maior parte de seus R$ 184 bilhões preservados e que devem ser investidos até 2024.
