O Indicador de Incerteza da Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) atingiu 210,5 pontos. Com elevação de 43,4 pontos de março para abril, é o segundo recorde consecutivo, ficando 73,7 pontos acima da maior marca histórica antes da pandemia. Em setembro de 2015, na crise do governo Dilma, o índice atingiu 136,8 pontos. Em março, a alta foi de 52 pontos. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30), no Rio de Janeiro, pela FGV.
Houve registro de forte alta de dois componentes do índice, que mede os humores do setor produtivo. Na análise de mídia, menções às incertezas do momento aumentaram 34,3 pontos, atingindo 195,3, o maior nível registrado. Baseado em uma média da variação das previsões econômicas, o componente de expectativa subiu 62,3 pontos, atingindo para 225,8, o segundo maior nível da série.
“O segundo trimestre de 2020 se inicia com a incerteza econômica batendo novo recorde, sob influência da pandemia da covid-19 e seu impacto sem precedentes na atividade econômica e nas finanças de famílias e empresas”, afirmou Anna Carolina Gouveia, pesquisadora da FGV.
