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Bradesco projeta Selic a 2,25% ao ano

Da redação
28 de abril de 2020

O Bradesco piorou a previsão para o desempenho do PIB brasileiro em 2020. Em um cenário econômico “ainda muito incerto” por conta pandemia do novo coronavírus, o banco passou a ver uma retração de 4% ante uma queda de 1% na avaliação anterior feita no final de março. “Enquanto não soubermos a extensão da crise de saúde pública, se haverá ou não um medicamento eficaz, como será a taxa de utilização dos leitos hospitalares após o relaxamento das quarentenas ou, ainda, se haverá uma segunda onda por conta de imunidade não adquirida dos pacientes, será muito difícil prever o PIB do ano”, destacou o Bradesco em relatório divulgado nesta terça-feira (28). “Por ora, nossa expectativa é que as quarentenas comecem a ser flexibilizadas em maior número de estados na segunda quinzena de maio e a hipótese de trabalho é que o retorno às atividades possibilitará uma gradual normalização da economia”, acrescentou a instituição. A perspectiva para a inflação oficial (IPCA) no final do ano ficou em 2,2%. No relatório, o Bradesco indicou que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central irá realizar novos cortes na taxa básica de juros – dos atuais 3,75% ao ano para 2,25% ao ano. A percepção da instituição é que a Selic irá permanecer nesse patamar até o final de 2021.

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