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Ações dos grandes bancos podem sofrer no longo prazo, diz gestor

Da redação
27 de fevereiro de 2019

Apesar de as ações dos grandes bancos negociadas na B3 subirem em 2019, o cenário pode não ser tão positivo para estes papeis no longo prazo. Para Guilherme Aché, sócio e gestor da Squadra Investimentos, os bancos de varejo tendem a sofrer com o surgimento de novas fintechs, que disponibilizam serviços mais baratos. “Quando o peso de determinado setor no Ibovespa fica muito grande, é hora de ficar atento. Se eu não me engano, os grandes bancos têm participação superior a 25% no índice”, disse Aché durante evento do BTG Pactual, em São Paulo. “Existe um ambiente político para combater esse excesso de rentabilidade. Para investir, meu sonho é procurar uma fintech barata”, completou. Gestor e sócio na Costellation, Florian Bartunek também participou do evento e compartilha da visão de Aché. “Estou animado com o setor de tecnologia, que hoje compõe apenas 2% do índice. É natural que surjam algumas bolhas nessa área, mas é um mercado que tem potencial.”

Por outro lado, Paulo Di Sora, da RPS Capital, aposta em empresas exportadoras no curto prazo. “Creio que a Suzano ainda está barata, assim como a Petrobras e a Vale, cujo preço ficou atrativo após os problemas envolvendo a companhia”, analisou durante o evento. “No geral, as empresas estatais ainda têm grande espaço para se valorizar, mas precisamos acompanhar o dia a dia com bastante atenção, para ver a postura do governo”, completou.

Confira o desempenho das ações dos grandes bancos em 2019:

Itaú Unibanco: alta de 6,3%

Banco do Brasil: alta de 13,1%

Bradesco: alta de 15,5%

Santander Brasil: alta de 12,9%

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