Nas alegações finais do processo relacionado ao sítio de Atibaia (SP), a defesa de Leo Pinheiro, ex-executivo da OAS, reforçou que o ex-presidente Lula pediu pessoalmente a realização de reformas na propriedade. Pinheiro afirmou que as obras foram pagas pela empreiteira e descontadas da propina destinada ao PT por atuações favoráveis à empresa na Petrobras. Já a defesa de Lula voltou a questionar a imparcialidade do ex-juiz Sérgio Moro, que conduzia o caso. Os advogados pedem a absolvição do ex-presidente alegando que o Ministério Público Federal não apresentou “qualquer fiapo de prova” que ele teria sido beneficiado pelas melhorias no sítio. “Registre-se, ainda, desde logo, que o defendente não é e jamais foi proprietário do sítio de Atibaia. Essa constatação, que emerge com nitidez da prova coligida durante a instrução, é o que basta para rechaçar a esdrúxula tese acusatória de que o defendente teria sido beneficiado por reformas realizadas naquele imóvel em contrapartida a afirmadas atuações em favor de contratos firmados pelas empresas OAS e Odebrecht com a Petrobras”, diz a defesa. Com o encerramento do prazo para a entrega das alegações finais, o processo está pronto para sentença da juíza Gabriela Hardt, que substituiu Moro. A expectativa é que a decisão saia até o fim de abril.
