Nova meta global da companhia prevê expansão de cervejas sem álcool, investimentos em eficiência hídrica e energética e fortalecimento da cadeia de valor até 2030
O Grupo Heineken entrou em uma nova etapa de sua estratégia de crescimento com a sustentabilidade mais integrada à operação. O plano global “Heineken Brinda um Mundo Melhor”, atualizado com metas para 2030, combina expansão do portfólio, consumo responsável, eficiência operacional e fortalecimento da cadeia de valor, com iniciativas que já estão em execução no Brasil.
Uma das principais frentes está na mudança dos hábitos de consumo. A companhia pretende aumentar em 25% o volume de seu portfólio de produtos com baixo teor alcoólico e sem álcool e destinar 15% dos investimentos de mídia da marca Heineken para a Heineken 0.0. A empresa também estabeleceu a meta de que a versão sem álcool tenha 50% da visibilidade da marca Heineken nos principais patrocínios globais.
A estratégia acompanha a expansão de uma categoria que passou a ocupar espaço relevante na indústria de bebidas: produtos que permitem ocasiões de consumo sem álcool. Segundo a companhia, a intenção é ampliar as alternativas disponíveis ao consumidor e tornar a moderação parte do lifestyle.
No Brasil, a agenda também está ligada a investimentos industriais e de infraestrutura. Entre os projetos estão o aporte de até R$ 460 milhões em uma unidade de bioenergia em Jacareí (SP), a modernização de infraestrutura e eficiência hídrica em Alexânia (GO) e a construção da nova cervejaria de Passos (MG), projetada de acordo com os padrões de sustentabilidade do grupo.
A água é outra frente estratégica. Até 2030, a Heineken pretende reduzir o consumo médio para 2,4 hectolitros de água por hectolitro de cerveja produzida em regiões de estresse hídrico e para 2,6 hectolitros globalmente. No Brasil, a cervejaria de Itu (SP) e projetos na bacia do Ribeirão Bocaina, em Minas Gerais, estão entre as iniciativas associadas à meta.
A companhia também pretende ampliar a atuação sobre sua cadeia de valor. Globalmente, a meta é apoiar mais de 300 mil pessoas em comunidades e na cadeia de valor até 2030. No Brasil, o Instituto Heineken já impactou mais de 50 mil pessoas desde 2022, com projetos voltados a jovens, catadores de materiais recicláveis e ambulantes.
“O que estamos discutindo é como prosperar no longo prazo. Isso significa considerar os recursos naturais, a evolução das expectativas e necessidades da sociedade, as mudanças nos hábitos de consumo e o fortalecimento das comunidades e das cadeias de valor que fazem parte do nosso ecossistema”, afirma Rafael Rizzi, vice-presidente de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da Heineken Brasil.
Além dos compromissos ambientais e sociais, a estratégia estabelece uma conexão mais direta entre sustentabilidade e resiliência do negócio. A lógica é reduzir a exposição a riscos relacionados a recursos naturais, mudanças climáticas e transformações no comportamento do consumidor, ao mesmo tempo em que cria novas oportunidades para o portfólio e para a operação.
No Brasil, a Heineken também estruturou o Heineken Spin, ecossistema de negócios de impacto que reúne iniciativas relacionadas a circularidade, agricultura regenerativa, energia renovável e marcas de impacto. A companhia informou que a nova estratégia deve orientar decisões de negócio e investimentos ao longo dos próximos anos.
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