Modelos curvos e modulares ganham espaço em projetos que apostam em circulação mais fluida e ambientes menos engessados
Durante muito tempo, escolher um sofá passava principalmente por tamanho, cor e revestimento. Nos projetos atuais, porém, o formato da peça também entra na equação. Modelos curvos, modulares, baixos e com assentos mais profundos ajudam a mudar não apenas a estética, mas a maneira como a sala é usada.
A tendência acompanha interiores menos rígidos, nos quais os móveis deixam de seguir necessariamente o desenho das paredes. Um sofá curvo, por exemplo, pode suavizar ambientes dominados por linhas retas e criar uma área mais voltada à conversa. Já os modulares permitem alterar a configuração conforme a rotina, recebendo mais pessoas ou abrindo espaço para circulação.

“As linhas curvas ajudam a suavizar ambientes marcados por paredes retas, mesas quadradas e outros elementos geométricos, enquanto sofás com módulos permitem adaptar a configuração à rotina e às dimensões disponíveis”, afirma Daniela Costa, CEO da Homedock e psicóloga que trabalha com a relação entre morar e comportamento.
O conforto também explica a presença dos modelos mais baixos e profundos. Eles criam uma sala voltada à permanência, mas pedem atenção às proporções: um sofá grande demais pode comprometer passagens e tornar o ambiente visualmente pesado.

Por outro lado, uma sala pequena não precisa necessariamente receber um sofá pequeno. Segundo Daniela, o efeito depende da relação entre dimensões e desenho. Um modelo maior, com braços finos e estrutura visualmente leve, pode funcionar melhor do que uma peça compacta, mas volumosa.
“O sofá costuma ser uma das maiores peças da sala e, por isso, seu formato influencia todo o restante da composição. Antes de escolher pela aparência, vale observar onde estão as passagens, qual distância precisa existir até outros móveis e como as pessoas usam aquele espaço no dia a dia”, explica.

Nos modelos curvos, até o espaço deixado entre o móvel e a parede pode entrar no projeto, criando novas perspectivas e evitando que toda a decoração fique concentrada no perímetro do cômodo.
Mais do que seguir um formato da vez, a escolha passa, assim, pela maneira como a casa realmente funciona. Curvas favorecem encontros, módulos acompanham rotinas que mudam e assentos profundos priorizam o descanso. O desenho do sofá deixa de ser apenas uma decisão estética e passa a interferir diretamente na experiência da sala.

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