Empresas com maior maturidade em resiliência corporativa crescem mais rápido, investem com mais consistência e conseguem transformar cenários de incerteza em oportunidades de negócios. É o que mostra um novo estudo global da Grant Thornton, realizado com mais de 550 executivos, que identificou uma relação direta entre resiliência organizacional e desempenho empresarial. Entre as companhias de alto crescimento, 59% se consideram muito resilientes ou de classe mundial, percentual que cai para 19% entre empresas de baixo crescimento.
O levantamento aponta que organizações mais resilientes tomam decisões com maior agilidade, adaptam seus modelos de negócio mais rapidamente e utilizam gestão de riscos e governança como alavancas para inovação e competitividade.
“A resiliência deixou de ser uma agenda restrita à continuidade dos negócios. Hoje, ela faz parte da estratégia corporativa e representa uma vantagem competitiva importante. Empresas preparadas conseguem responder mais rapidamente às mudanças do mercado, investir com maior segurança e acelerar seus processos de transformação”, afirma Daniel Maranhão, CEO da Grant Thornton no Brasil (imagem).
Os dados mostram ainda que 68% das empresas de baixo crescimento acreditam investir menos do que deveriam em iniciativas de resiliência. Entre as organizações de alto crescimento, esse índice é de 30%, reforçando a percepção de que planejamento, continuidade operacional e capacidade de adaptação são tratados como investimentos estratégicos pelas empresas mais bem-sucedidas.
A pesquisa também revela que metade das empresas de alto crescimento considera sua capacidade de resiliência um fator decisivo para conquistar novos negócios. Além disso, 71% dessas organizações avaliam seu nível de resiliência como superior à média do mercado, quase três vezes mais do que o registrado entre empresas de baixo crescimento.
O estudo destaca ainda o papel da Inteligência Artificial na construção de organizações mais preparadas para mudanças. Empresas resilientes têm o dobro de probabilidade de enxergar a IA como impulsionadora de novos produtos e modelos de negócio, enquanto organizações menos resilientes tendem a vê-la como uma ameaça. Entre as companhias de alto crescimento, 51% já utilizam ou pretendem utilizar IA para identificação proativa de riscos, e 44% adotam a tecnologia para acelerar respostas e recuperação diante de incidentes.
Segundo a Grant Thornton, a resiliência empresarial também está associada a fatores como planos de contingência, continuidade dos negócios, planejamento financeiro, capacidade de adaptação e accountability da liderança. A combinação entre governança, cultura organizacional, tecnologia e liderança aparece como um dos principais diferenciais das empresas que conseguem sustentar o crescimento em ambientes de constante transformação.
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