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Alckmin defende ajuste na dívida/PIB e prevê eleição apertada

Rodrigo Dias
31 de agosto de 2026
Vice-presidente também defendeu redução dos juros, destacou democracia como eixo da disputa de 2026 e vê potencial de R$ 1 trilhão em data centers

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta segunda-feira (31), durante o Macro Day do BTG Pactual, que o Brasil precisa melhorar a relação entre dívida pública e PIB, combinando controle das despesas com medidas capazes de estimular o crescimento econômico.

“Há que se fazer um esforço de melhorar a relação dívida sobre PIB. Eu acho que essa é a questão central”, afirmou. Segundo ele, apenas cortar gastos sem preservar o crescimento pode produzir recessão e desemprego sem solucionar o problema fiscal. Alckmin disse ainda que a proposta para 2027 prevê superávit primário de 0,5% e acrescentou que, se puder, o governo buscará resultado superior.

Ao falar sobre as eleições, Alckmin minimizou o atual equilíbrio das pesquisas entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) e afirmou que disputas presidenciais tendem a ser apertadas. “Não existe eleição disparada. As eleições são disputadas”, disse.

Para o vice-presidente, a campanha deverá ser marcada pela comparação entre os governos, citando indicadores de emprego e renda e avanços em áreas como saúde, educação e meio ambiente. Ele também voltou a colocar a defesa da democracia no centro da chapa Lula-Alckmin. “O que diferencia os homens e mulheres públicos é o compromisso com a democracia”, afirmou.

Alckmin também criticou o atual nível dos juros e disse considerar necessária uma redução mais rápida da taxa, associada à melhora fiscal. “Claro que entendo, isso é um problemão para a economia. O custo de capital tem que estar associado à questão fiscal”, declarou. Para ele, o caminho passa por “segurar a despesa” sem comprometer investimentos e setores capazes de ampliar o PIB.

Na agenda comercial, o vice-presidente afirmou que o ReData, programa voltado ao setor de data centers, pode atrair até R$ 1 trilhão em investimentos ao Brasil e entrar nas negociações desta segunda-feira com os Estados Unidos. Ao classificar o tarifaço americano como injusto, Alckmin afirmou que o governo continuará na mesa de negociação e buscará uma relação de “ganha-ganha” com Washington. “Não tem tema proibido. Todos os temas tarifários e não tarifários podem e devem ser colocados”, disse.

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