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Os bastidores da reaproximação de Lula com Alcolumbre e Hugo Motta

Da redação
12 de agosto de 2026

Reportagem publicada pelo jornal O Globo destaca que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou nas últimas semanas o diálogo com os chefes do Congresso em busca de apoio para avançar em pautas prioritárias antes do primeiro turno das eleições. A estratégia envolve tanto a aprovação de projetos de apelo popular, como a PEC que extingue a jornada de trabalho 6×1, quanto a construção de alianças políticas para garantir estabilidade no Legislativo.

Lula se reuniu separadamente com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Com Motta, a conversa tratou da neutralidade do Republicanos na disputa presidencial, considerada uma vitória para o governo. O deputado também sinalizou interesse em contar com o apoio do PT para sua recondução ao comando da Câmara em 2027 e declarou apoio público à candidatura de Lula. Nos bastidores, Motta busca fortalecer sua base política na Paraíba, onde trabalha pela eleição de seu pai, Nabor Wanderley, ao Senado.

Já com Alcolumbre, o encontro marcou a retomada de diálogo após meses de afastamento, motivados pela rejeição no Senado da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. A reunião foi articulada pelo ministro Alexandre de Moraes e abriu espaço para uma possível reaproximação. Aliados afirmam que Alcolumbre tem suavizado o tom em relação ao indicado de Lula ao STF e busca apoio para sua própria recondução ao Senado em 2027, em meio a um cenário político desafiador no Amapá.

Além das articulações pessoais, o governo aposta em duas semanas de esforço concentrado no Congresso para aprovar projetos estratégicos, como a PEC da Segurança Pública e medidas voltadas à indústria de minerais críticos. Outro ponto sensível é a medida provisória que extingue a chamada “taxa das blusinhas”, que precisa ser votada até 8 de setembro para não perder validade. Motta já se comprometeu a discutir a instalação da comissão mista responsável pela análise do texto.

A neutralidade de partidos do Centrão, como Republicanos e União Brasil, é vista pelo Planalto como fator relevante para reduzir o tempo de televisão do principal adversário de Lula, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Nesse contexto, o PT mantém conversas sobre eventual participação dessas siglas em um possível quarto mandato. A expectativa é que gestos recíprocos entre governo e Congresso sejam decisivos para destravar a agenda e consolidar apoios.

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