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NASA quer trocar o estrondo sônico por um “baque” mais suave

Da redação
11 de agosto de 2026
X-59 alcança Mach 1,4 e pode ajudar a redefinir as regras para voos supersônicos comerciais

O X-59, avião experimental da NASA desenvolvido para reduzir o impacto sonoro dos voos supersônicos, atingiu um novo marco nos testes nesta terça-feira (11): voou a Mach 1,4, cerca de 924 mph, a uma altitude de 55 mil pés. São justamente as condições previstas para as futuras passagens sobre comunidades nos Estados Unidos.

O avanço ocorreu poucos dias depois do primeiro voo supersônico da aeronave, realizado a Mach 1,1 e 43,4 mil pés. Desde então, a equipe vem ampliando gradualmente os limites de velocidade, altitude e manobras do X-59.

O objetivo do projeto não é eliminar completamente o som gerado ao ultrapassar a velocidade do som, mas substituir o tradicional estrondo sônico por um ruído mais suave. O desenho alongado da aeronave foi pensado para dispersar melhor as ondas de choque antes que elas cheguem ao solo
.


As ondas de choque surgem em várias partes do avião e podem se juntar antes de alcançar o solo. – Imagem: Divulgação/NASA

A missão Quesst vai agora avançar para testes acústicos mais detalhados. A NASA pretende medir a assinatura sonora do X-59 e, posteriormente, realizar sobrevoos em diferentes comunidades para avaliar como as pessoas percebem o ruído.

Esses dados poderão ser enviados a autoridades reguladoras dos Estados Unidos e de outros países. A expectativa é ajudar a discutir novas regras para a aviação supersônica comercial sobre áreas terrestres, hoje limitada principalmente pelo incômodo provocado pelo estrondo sônico.

A lógica por trás do projeto é trocar uma restrição baseada apenas na velocidade por critérios relacionados ao nível de ruído. Se os testes confirmarem que o som do X-59 é aceitável para quem está no solo, a tecnologia pode abrir caminho para uma nova geração de voos supersônicos comerciais sobre continentes.

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Créditos Foto: NASA/Lori Losey

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