A ata da 280ª reunião do Copom, divulgada nesta terça-feira (11) pelo Banco Central, trouxe sinais de cautela em meio a um cenário global incerto e expectativas de inflação ainda desancoradas. O documento aponta que conflitos no Oriente Médio e indefinições sobre a política monetária dos Estados Unidos mantêm a volatilidade elevada nos mercados internacionais. No Brasil, a atividade econômica mostra moderação gradual, mas segue resiliente, com mercado de trabalho aquecido e inflação acima do teto da meta, embora em desaceleração nas últimas leituras.
Segundo a ata, as expectativas de inflação para 2026 e 2027 permanecem acima da meta, em 5,0% e 4,2%, respectivamente, enquanto a projeção para o primeiro trimestre de 2028 está em 3,2%. O comitê reforçou que, em ambiente de expectativas desancoradas, é necessário manter a política monetária restritiva por mais tempo. O texto também destacou que choques de oferta, como petróleo e energia, não devem ser combatidos em seus efeitos primários, mas exigem atenção para impactos de segunda ordem.
Na decisão de política monetária, o Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,00% ao ano. O colegiado avaliou que a medida é compatível com a convergência da inflação para o redor da meta no horizonte relevante, ao mesmo tempo em que suaviza oscilações da atividade econômica e favorece o pleno emprego. O documento ressalta que o cenário atual, marcado por incerteza elevada e riscos altistas, exige serenidade e cautela na condução da política monetária. A decisão foi unânime entre os membros do Copom, incluindo o presidente Gabriel Galípolo.
Gostou do conteúdo? Inscreva-se e receba a newsletter de MONEY REPORT
