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Marina Silva e Simone Tebet defendem mais mulheres nos espaços de poder

Lorena Scavone Giron
4 de agosto de 2026

Em painel no Summit Mulheres nas Profissões, ex-ministras afirmam que liderança feminina depende de igualdade de oportunidades, maior participação política e mudança cultural

A ampliação da presença feminina nos espaços de decisão foi o principal tema do painel que reuniu as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) nesta terça-feira (4), durante o Summit Mulheres nas Profissões, evento liderado por Luiza Helena Trajano. As duas, que são candidatas ao Senado em São Paulo, defenderam que o avanço das mulheres na política e em cargos de liderança passa não apenas pelo acesso às oportunidades, mas também pela responsabilidade de abrir caminho para novas lideranças.

Para Simone Tebet, mulheres que chegam aos postos mais altos precisam atuar para ampliar a representatividade feminina.

“Não adianta alcançar o ápice se outras mulheres não vierem.”

A ex-ministra afirmou que sua geração conquistou espaço para se manifestar, mas nem sempre era ouvida. Segundo ela, a participação feminina na política é fundamental para fortalecer pautas ligadas à igualdade de direitos, à família e ao mercado de trabalho, incluindo a equiparação salarial entre homens e mulheres.

Marina Silva destacou que as dificuldades enfrentadas pelas mulheres variam conforme a origem social, raça e condição econômica. Segundo ela, os obstáculos começam antes mesmo da chegada aos cargos de liderança, seja no acesso ao crédito, ao empreendedorismo ou à política.

“As estruturas não foram feitas para nós”, afirmou.

A ex-ministra também observou que empresas e instituições tendem a obter melhores resultados quando contam com maior diversidade em posições de comando e relatou episódios de invisibilização enfrentados por mulheres em ambientes de liderança.

Durante o debate, Tebet também demonstrou preocupação com o avanço de discursos extremistas e defendeu o fortalecimento da representação feminina nos parlamentos brasileiros. Para ela, a transformação só será completa quando as mulheres ocuparem metade das cadeiras do Legislativo.

Embora tenham abordado temas políticos, as duas convergiram na defesa de uma agenda baseada em igualdade de oportunidades, ampliação da presença feminina nos espaços de decisão e formação de novas lideranças capazes de reduzir as barreiras ainda enfrentadas pelas mulheres no mercado de trabalho e na vida pública.

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