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Minerais críticos e terras raras podem adicionar R$ 192 bilhões ao PIB, aponta estudo da Amcham Brasil

Da redação
4 de agosto de 2026

Um estudo inédito da Amcham Brasil revela que a expansão dos investimentos na cadeia de minerais críticos e terras raras pode adicionar R$ 192,1 bilhões ao PIB brasileiro e gerar 750 mil novos empregos até 2050. O levantamento, apresentado em Belo Horizonte, compara dois cenários para o setor: um com predominância de capital doméstico e foco em exportação, e outro com maior participação de investimento estrangeiro e processamento no Brasil.

No primeiro, o impacto seria de R$ 128,7 bilhões e 304 mil empregos; já no segundo, os ganhos saltam para R$ 192,1 bilhões e 750 mil postos de trabalho.

O estudo considera minerais como cobalto, cobre, grafita, lítio, níquel e elementos de terras raras, essenciais para tecnologias ligadas à transição energética, como baterias, veículos elétricos e turbinas eólicas.

“O Brasil reúne algumas das maiores reservas de minerais críticos do mundo e tem todas as condições para se tornar um protagonista global nesse mercado. Quanto maior a capacidade de atrair investimentos, maior será a transformação dessa riqueza mineral em valor, tecnologia, empregos e desenvolvimento industrial e econômico”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

A análise mostra que a atração de capital internacional e o adensamento das cadeias produtivas podem adicionar R$ 63,4 bilhões ao PIB, R$ 32,3 bilhões ao consumo das famílias, R$ 16,1 bilhões aos investimentos e 446 mil empregos, além dos efeitos já proporcionados pela mineração.

Os maiores impactos sobre o PIB ocorrem em estados mineradores como Pará, Bahia, Goiás, Piauí e Minas Gerais. Já o fortalecimento do processamento doméstico amplia os benefícios para regiões industriais, com destaque para Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo e Paraná.

Setores como a indústria de transformação, construção civil e indústria extrativa apresentam crescimento expressivo no cenário de maior agregação de valor. Entre os segmentos industriais, destacam-se máquinas e equipamentos elétricos, automóveis e máquinas para extração mineral.

“A maior atração de investimentos e a agregação de valor no Brasil ampliam os benefícios econômicos da cadeia de minerais críticos para além dos estados produtores, impulsionando também as regiões industriais e fortalecendo a inserção do país nas cadeias globais de tecnologia e da transição energética”, completa Abrão Neto.

O estudo foi elaborado por pesquisadores da UFMG e da UFJF, com apoio da U.S. Chamber of Commerce e empresas do setor. A Amcham defende uma agenda de políticas públicas para fortalecer a competitividade, incluindo a aprovação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, ampliação da atração de investimentos, incentivo ao processamento e industrialização no país e aperfeiçoamento regulatório para estimular investimentos de longo prazo.

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