Após registrar receita recorde no segundo trimestre, gigante americana amplia centros logísticos, infraestrutura de nuvem, inteligência artificial e geração de empregos no país
Os resultados recordes da Amazon no segundo trimestre de 2026 vieram acompanhados de uma mensagem clara ao mercado: o Brasil deixou de ser apenas um mercado em expansão para se consolidar como um dos principais destinos dos investimentos globais da companhia. Desde o início de suas operações no país, em 2011, a empresa afirma ter aplicado mais de R$ 75 bilhões em infraestrutura logística, tecnologia, serviços de computação em nuvem, capacitação profissional e desenvolvimento do marketplace nacional. Somente em 2025, foram mais de R$ 19 bilhões — quase cinco vezes a média anual histórica dos aportes realizados pela empresa no país.
A estratégia acompanha o momento de forte crescimento da Amazon no mundo. Entre abril e junho deste ano, a companhia registrou receita líquida de US$ 200,6 bilhões, alta de 20% na comparação anual, enquanto a divisão internacional alcançou US$ 42,2 bilhões em vendas. O avanço também é impulsionado pela AWS, braço de computação em nuvem, cuja receita cresceu 37% no período, refletindo a demanda crescente por soluções de inteligência artificial. No Brasil, a empresa afirma que a expansão dos investimentos acompanha justamente essa combinação entre fortalecimento da infraestrutura logística e oferta de serviços tecnológicos.
Na prática, essa estratégia se traduz na expansão física da operação. Hoje, a Amazon opera mais de 300 centros logísticos distribuídos pelos 26 estados e pelo Distrito Federal, sendo mais de 100 deles inaugurados apenas em 2025, movimento que sustentou a ampliação da força de trabalho para mais de 55 mil empregos diretos e indiretos, mais que o triplo do registrado há dois anos.
A companhia também amplia sua presença além do comércio eletrônico. O marketplace brasileiro reúne mais de 100 mil vendedores parceiros, enquanto a AWS já capacitou mais de 1 milhão de pessoas em computação em nuvem. Neste ano, a empresa trouxe ao país a Alexa+, plataforma baseada em inteligência artificial generativa, reforçando a aposta em IA como vetor de crescimento.
Pesquisa encomendada pela AWS aponta que startups brasileiras nativas de inteligência artificial crescem, em média, 149% ao ano em receita, evidenciando o potencial do mercado local para sustentar a próxima fase da estratégia da Amazon no Brasil.
