Taxa é a menor para um trimestre encerrado em junho desde 2012; rendimento médio chegou a R$ 3.738
O mercado de trabalho brasileiro encerrou o primeiro semestre com a taxa de desemprego em 5,4%, abaixo dos 5,6% registrados no trimestre até maio e dos 5,8% observados no mesmo período de 2025. É o menor resultado para um trimestre encerrado em junho desde o início da série histórica, em 2012.
Os dados da Pnad Contínua, divulgados nesta quinta-feira (30) pelo IBGE, confirmam um cenário de desemprego baixo, mas mostram diferenças na composição das vagas.
O número de empregados do setor privado com carteira assinada ficou em 39,4 milhões, sem variação significativa no trimestre ou em relação ao ano anterior. Já o contingente de trabalhadores sem carteira cresceu 2,2% no período, para 13,6 milhões.
O movimento indica que a expansão mais recente da ocupação ocorreu principalmente em postos sem vínculo formal, mesmo com o mercado de trabalho operando próximo dos menores níveis de desemprego já registrados pela pesquisa.
O rendimento médio real dos trabalhadores chegou a R$ 3.738. O valor ficou estável em relação ao trimestre anterior, mas apresentou alta de 2,8% na comparação anual.
Além da queda do desemprego, a taxa de subutilização da força de trabalho recuou para 12,9%, também segundo o IBGE. O indicador considera desempregados, pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e aquelas que poderiam trabalhar, mas não procuraram uma vaga.
