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Marcelo Ramos, CEO do Kesh: “Transformamos juros em poder de compra”

Lucas Andrade
29 de julho de 2026

Em entrevista a MONEY REPORT, Marcelo Ramos, fundador e CEO do Kesh, explicou como surgiu a fintech que promete devolver 100% dos juros e tarifas no crédito emergencial. O executivo, com mais de duas décadas de experiência em inovação e criação de novos mercados, contou que a ideia veio ao observar o impacto devastador do endividamento informal no Brasil, onde muitas pessoas recorrem a agiotas ou lojas de crédito de rua e acabam presas em ciclos de dívidas impagáveis.

“O Kesh nasce para tirar pessoas do crédito predatório e dar uma alternativa digna e formal. A nossa tese é transformar juros em poder de compra e devolver 100% para quem mais precisa.”

Conforme explicou o CEO, o Kesh funciona de forma simples. O cliente acessa crédito emergencial formal e digital, mesmo com nome negativado, e em segundos recebe o valor necessário. Os juros cobrados na operação não ficam com o banco, mas retornam integralmente ao usuário em forma de poder de compra, como vouchers de alimentação, transporte ou saúde. Esse modelo transforma o custo financeiro em benefício direto e cria um ecossistema em que empresas parceiras remuneram o Kesh por trazer novos clientes, tornando a operação sustentável.

Marcelo destacou na conversa que o Kesh é uma operação B2B, voltada para empresas que desejam oferecer benefícios financeiros reais aos colaboradores. Ele lembra que problemas como absenteísmo e turnover muitas vezes têm origem em dificuldades financeiras básicas, e que apoiar o funcionário nesse ponto é estratégico para qualquer organização.

A trajetória de Marcelo Ramos ajuda a entender o nascimento do Kesh. Antes, ele foi fundador da Vee Benefícios, primeira carteira de benefícios flexíveis do Brasil, que depois passou por um processo de fusão com o grupo francês Swile, avaliado em US$ 1 bilhão e líder global no setor. Foi nesse ambiente que ele percebeu a dor dos colaboradores endividados e decidiu criar uma solução voltada ao crédito emergencial. “A indignação positiva é o que me move. Quando algo me incomoda, eu crio uma solução.”

Na entrevista, Marcelo Ramos também comentou sobre o papel da tecnologia no setor financeiro. Para ele, o Pix é um exemplo de revolução que digitalizou o dinheiro e bancarizou até pessoas em situação de vulnerabilidade. O Brasil, segundo ele, está na vanguarda mundial em fintechs e sistemas de pagamento, mas ainda enfrenta concentração bancária. Há espaço para novas soluções que, como o Kesh, unam impacto social e sustentabilidade empresarial.

“O futuro está na hiperpersonalização. Usar tecnologia para oferecer tudo que o cliente precisa em um único lugar. Empresas grandes já têm tecnologia suficiente para se tornarem seus próprios bancos.”

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Comentários

Uma resposta

  1. Marcelo, parabéns pela excelente iniciativa!

    Você criou algo realmente único, colocando o cliente e as pessoas no centro de tudo, especialmente aquelas que enfrentam uma realidade tão desafiadora no nosso país.

    Isso mostra que grandes empresas podem, sim, ser lucrativas e, ao mesmo tempo, gerar impacto positivo, oferecendo soluções que melhoram a vida das pessoas, contribuem para o crescimento dos trabalhadores e fortalecem a economia do país.

    Iniciativas como essa merecem reconhecimento.

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