Terceiro colocado nas pesquisas, ex-governador de Goiás foi oficializado candidato ao Planalto neste domingo
A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) são os dois cenários mais prováveis das eleições para presidente de 2026. Ao mesmo tempo em que estes são os dois candidatos mais conhecidos por eleitores, são os mais rejeitados: Flávio e Lula são rejeitados por 48% e 46% dos brasileiros, respectivamente. Terceiro colocado na disputa e mais ao centro, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado acredita “não ser possível” que competidores tão rejeitados sejam eleitos.
Em discurso na convenção nacional do PSD, onde lançou sua candidatura à Presidência ao lado de Gilberto Kassab, cacique do partido e vice na chapa, Caiado disse que vai implantar um “novo governo” caso eleito. Partiu para atacar Lula, dizendo que o petista “é da bandidagem”, e se referiu à Flávio como “frango de granja”, e a si mesmo como “galo de terreiro”.
Caiado se ateve a pautas ligadas à segurança pública, principal bandeira que carrega do governo de goianiense. “Vou mostrar na Presidência que bandido não se cria, se prende”, proclamou ele no palanque do PSD em São Paulo. Antes de subir ao palco, em conversa com jornalistas, o ex-governador disse que “quem rouba com a mão direita e com a mão esquerda é ladrão”, se referindo a Lula e Flávio.
Caiado tem como desafio unir o PSD na direção de sua candidatura. Apesar de ter na chapa Kassab, conhecido por sua habilidade política em torno dos partidos de centro, a sigla vem sofrendo dificuldades para difundir o nome de Caiado em pleitos regionais. Apesar do goiano atacar Lula, no Rio de Janeiro, por exemplo, o PSD é um aliado petista e disputa o governo com Eduardo Paes (PSD), favorito na disputa.
Para alçar a candidatura, Caiado passou pela disputa interna mais intensa desta eleição, até o momento. Os governadores Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, e Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul, eram pretendentes ao cargo ainda na pré-eleição, ao lado do governador de Goiás na época. Ratinho desistiu da disputa, abrindo caminho para que Caiado batesse Leite nas prévias.
No discurso, Caiado também tomou postura mais austera com o quadro fiscal brasileiro. Uma de suas propostas iniciais na economia é reduzir em 25% os orçamentos dos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo. Outra é reduzir em 1% a dívida bruta do Brasil em relação ao PIB por ano.
