Entidade avalia que economia brasileira deve crescer 2,4% em 2026, apesar das medidas tarifárias americanas, mas reforça necessidade de avanço no ajuste fiscal
O Fundo Monetário Internacional (FMI) avalia que o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros deve ser “modesto” para a economia do país. Em relatório divulgado nesta quinta-feira (23), a instituição manteve a projeção de crescimento de 2,4% para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026, indicando que os efeitos das barreiras comerciais tendem a ser limitados no cenário macroeconômico.
Segundo o FMI, a economia brasileira continua sustentada por fundamentos considerados resilientes, embora o ambiente externo permaneça desafiador. A avaliação é de que as tarifas dos EUA terão impacto concentrado em setores específicos, sem comprometer significativamente o desempenho agregado da atividade econômica.
O organismo internacional também destacou que a inflação brasileira deve convergir para a meta de 3% apenas em meados de 2028. Diante desse cenário, defendeu que a política monetária continue sendo conduzida de forma flexível e orientada pelos dados econômicos, acompanhando a evolução dos preços e da atividade.
Além das recomendações para a política monetária, o FMI voltou a enfatizar a importância de fortalecer o arcabouço fiscal brasileiro. O Fundo considera que a continuidade do ajuste das contas públicas é essencial para reduzir a dívida, preservar a confiança dos investidores e ampliar a capacidade de crescimento sustentável da economia nos próximos anos.
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