Relatório mostra entrada líquida de R$ 38,6 bilhões de capital exterior em 2026, enquanto investidores locais mantêm preferência pela renda fixa, que já recebeu R$ 148,4 bilhões no ano
O investidor estrangeiro continua sendo um dos principais motores da Bolsa brasileira em 2026. É o que mostra o relatório Follow the Money, do BTG Pactual, divulgado nesta quarta-feira (22), segundo o qual o fluxo líquido de capital internacional para a B3 soma R$ 38,6 bilhões no acumulado do ano. O movimento ocorre mesmo em um cenário de leve redução do apetite global por ativos de risco e reforça a atratividade do mercado brasileiro para investidores de fora.
Além da entrada de recursos, o mercado acionário brasileiro registra aumento na atividade. O volume médio diário negociado na B3 alcançou R$ 23,7 bilhões em julho, alta de 16% na comparação com o mesmo período do ano passado, indicando maior liquidez e participação dos investidores nas negociações.
Enquanto o capital estrangeiro mantém o interesse pelas ações brasileiras, os investidores locais continuam adotando uma postura mais conservadora. Segundo o BTG, os fundos de renda fixa receberam R$ 148,4 bilhões em aportes líquidos em 2026, ao passo que os fundos de ações registraram saída líquida de R$ 6,3 bilhões no período.
O levantamento também mostra que os investidores estrangeiros respondem por cerca de 45% do volume negociado na Bolsa brasileira neste ano, consolidando-se como o principal grupo do mercado. Para o BTG, esse fluxo ajuda a sustentar a liquidez da B3, mesmo em um ambiente em que o investidor doméstico ainda privilegia aplicações de menor risco, como a renda fixa.
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